PM prende rapaz com revólver a caminho de velório

Um ajudante geral de 23 anos foi preso com um revólver no final da noite deste domingo, quando estava a caminho do velório de Júlio Faidigas Alves, assassinado na madrugada do mesmo dia com um tiro no peito durante um baile funk no Recinto de Exposições.

Policiais militares faziam patrulhamento pelo bairro Vila União quando, por volta das 23h15, desconfiaram de dois veículos que transitavam emparelhados. Ao perceber a aproximação da viatura, o condutor de um Fiat Uno cinza acelerou e fugiu. No outro veículo, um Santana, havia três ocupantes. Dois conseguiram fugir a pé, mas o ajudante Gustavo Gabriel da Paz Diniz, que estava sentado no banco de trás, acabou detido. Ele resistiu à abordagem dos pms e, durante o procedimento de imobilização, ficou ferido na mão direita e nos braços.

Segundo o boletim de ocorrência, em vistoria no veículo os policiais encontraram sob o banco traseiro um revólver calibre 22 municiado com seis projéteis, além de uma touca ninja.

Durante depoimento, Gustavo negou que havia arma de fogo no carro e disse que estava a caminho de um velório. Em seu perfil no Facebook, a última postagem é uma foto com o desempregado Júlio Faidigas e a mensagem: “Vai na paz, irmão. Fica com Deus”.

Como o revólver estava com a numeração raspada, o ajudante não teve direito ao pagamento de fiança. O carro foi apreendido porque o licenciamento estava vencido.

Júlio, o rapaz assassinado, estava em liberdade provisória, concedida em audiência de custódia em junho deste ano após furtar uma residência do bairro Lealdade.

Com relação ao amigo Gustavo, preso com o revólver, não foram localizados antecedentes criminais.

Victor Ari de Souza Arantes, o rapaz que foi baleado no ombro, disse em entrevista que não conhecia Júlio. Ele demorou alguns instantes para entender que tinha sido vítima de disparo de arma de fogo. Socorrido para o Hospital Austa, já está fora de perigo.

Questionado sobre a segurança do evento denominado Baile do DZ7, afirmou que foi revistado na portaria por seguranças e que não sabe como uma pessoa armada possa ter entrado na festa.

O delegado Alceu Lima de Oliveira Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais, trabalha para esclarecer a motivação do homicídio e identificar o autor dos disparos.

FONTE- RADIO CNB

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