Filho de homem achado morto em Brumadinho fala sobre a dor da perda: ‘Com o encontro do corpo volta tudo’

O filho do líder de almoxarifado Carlos Roberto Pereira, de 61 anos, que teve o corpo encontrado intacto na quarta-feira (3) após cinco meses do rompimento da barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, afirmou ao G1 que revive a dor da tragédia com a confirmação da morte do pai.

“Nós já vivemos o luto quando o acidente aconteceu. Agora, com o encontro do corpo, volta tudo. Antes tínhamos uma pontinha de esperança, mas agora houve a confirmação”, diz o filho Reinier Faustini Pereira, 31 anos.

De acordo com Reinier, que mora em São José do Rio Preto (SP), Carlos Roberto morava em Brumadinho havia 20 anos, mas havia menos de um ano que estava trabalhando em uma empresa terceirizada, que presta serviço para a mineradora Vale. A última vez que Reinier falou com o pai por telefone foi um dia antes do acidente.

O Corpo de Bombeiros encontrou a vítima a oito metros de profundidade. Carlos Roberto estava em uma área considerada prioritária, já que segmentos de outros corpos também foram achados no local.

Conforme a corporação, o corpo estava praticamente intacto graças a um fenômeno conhecido por saponificação que desacelera o processo de decomposição.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, explicou que a concentração de minério, a baixa temperatura e a umidade ajudaram a preservá-lo.

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Além disso, a área onde o corpo foi encontrado era local de operação de maquinário pesado na Mina Córrego do Feijão, pertencente à Vale.

Brumadinho: Número de mortes confirmadas chega a 247

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Ao G1, Reinier afirmou que o corpo do pai dele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi identificado por uma equipe da Polícia Civil que encontrou os documentos dele no bolso da calça que vestia.

Segundo ele, o irmão, que mora em Minas Gerais, foi chamado ao local e fez o reconhecimento do pai.

“Como já se passaram cinco meses, o caixão deverá estar fechado. Portanto, não vai ter velório. Somente um enterro rápido e simbólico. Ele vai ser enterrado em Divinópolis (MG), onde meu avô também foi enterrado. A minha avó mora na cidade, atualmente. Não sabemos quando o enterro será feito”, afirma.

Bombeiros encontram corpo praticamente intacto após cinco meses de busca em Brumadinho — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Bombeiros encontram corpo praticamente intacto após cinco meses de busca em Brumadinho — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Reinier também conta que a família dele ainda espera que a Justiça seja feita e que os responsáveis paguem por todo sofrimento enfrentado por eles durante os cinco meses.

“Só quem passa por isso sabe o quão difícil é. Ainda mais nesse caso, que você vive o sentimento duas vezes”, desabafa o vendedor.

Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, meses depois da tragédia — Foto: Julia Pontés/Divulgação

Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, meses depois da tragédia — Foto: Julia Pontés/Divulgação

‘Estava trabalhando’

No dia em que a tragédia aconteceu, Reinier afirma estava trabalhando e ficou sabendo quando voltou do almoço e viu a notícia sendo divulgada pelos meios de comunicação

No entanto, ele afirma que não tinha feito ligação entre a tragédia e a possibilidade de o pai dele ser um dos desaparecidos e até tinha comentado com amigos que o familiar morava na área.

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A última vez que o vendedor falou com o pai dele foi por telefone um dia antes do acidente. O vendedor continuou ligando para o celular de Carlos diversos dias após o acidente, que só dava caixa postal. Carlos era funcionário de uma empresa que prestava serviço para a Vale.

Até o momento, 247 mortes já foram confirmadas e 23 pessoas estão desaparecidas. A Defesa Civil de Minas Gerais ainda não atualizou o balanço.

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'Tento ligar para ele até hoje', diz filho de funcionário da Vale que sumiu em Brumadinho

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FONTE – G1

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