Ex e dois acusados de matar dono de sorveteria Chiquinho vão a júri


Estão sendo julgados nesta quinta-feira (27/06/2019) três acusados de matar o empresário Lessandro Vilela Barbosa, 38 anos, dono da sorveteria Chiquinho. Entre eles, a ex-esposa da vítima, Janaína Maria Rocha (foto em destaque), 33, e os executores Victor Hugo Rodrigues Silva e Rafael Gonçalves Roriz, 35. O julgamento começou no Tribunal do Júri do Recanto das Emas, às 9h30.

O crime ocorreu em 10 de julho de 2017. Segundo a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Janaína planejou o assassinato do marido, e convenceu Victor e Rafael a participarem do crime com a promessa de obter vantagens financeiras.

Victor foi responsável, ainda segundo os promotores, por dirigir o carro usado no crime e Rafael efetuou os disparos. O homicídio ocorreu em uma das sorveterias de propriedade de Lessandro. Ele morreu na hora. Após a execução, Janaína deu prosseguimento ao plano, tomando as providências para ter a posse dos bens patrimoniais da vítima.

Para o MPDFT, o homicídio foi praticado por motivo torpe, com a intenção de obter vantagem financeira com a morte da vítima, e emprego de meio cruel, pois, já ferido, Lessandro foi atingido com disparo na nuca à queima-roupa. Além disso, foi utilizado recurso que dificultou a defesa da vítima, pois ela acabou sendo surpreendida em uma de suas empresas, sem que pudesse esperar pelo atentado.

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Janaína e Rafael também foram denunciados por coação de testemunha. Depois do crime, quando começaram a surgir suspeitas sobre o envolvimento do grupo, ambos os acusados ameaçaram por telefone a mãe da vítima. Disseram que, “se a investigação não parasse, muita gente ainda ia morrer”. A pedido do Ministério Público, o Tribunal de Justiça determinou a prisão preventiva dos três suspeitos.

O crime foi planejado, segundo a polícia. “Ou era a minha vida ou a dele”, disse a mulher, em rápida declaração à imprensa logo após ser presa. Segundo Janaína, o ex-marido era agressivo, já a manteve em cárcere privado e a teria ameaçado com arma de fogo. “Vocês não sabem o que nós [ela e os filhos] sofremos”, acrescentou, chorando muito, na ocasião.

Lessandro foi assassinado no dia 10 de julho, na Quadra 201 do Recanto, ao lado da sorveteria, na avenida principal da cidade. Ele levou um tiro na nuca, que teria sido disparado por um homem alto e com tatuagem no pescoço. O assassino fugiu em um Gol preto.

As investigações apontaram que a ex-esposa, identificada como J.M.R., convenceu o zelador do prédio onde residia, R.G.R, e também um funcionário da sorveteria, V.H.R.S, com os quais teria relacionamento amoroso, a executarem o empresário.

Ainda de acordo com os policiais, a mulher encomendou a morte de Lessandro por motivos financeiros, tendo em vista que não teria ficado satisfeita com a partilha dos bens durante a separação.

FONTE- METROPOLES

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