Corpo da menina Ayshila Vitória é velado em Ribeirão Preto, SP

O corpo da menina Ayshila Vitória, de 10 anos, é velado na manhã desta terça-feira (14) em Ribeirão Preto (SP). O enterro está previsto para o início da tarde, no Cemitério Bom Pastor, Zona Leste da cidade.

A criança foi encontrada morta dentro de casa, na manhã de segunda-feira (13), quando a mãe chegava do trabalho. Segundo a Polícia Civil, ela tinha marcas de facadas no pescoço e sinais de violência sexual.

A irmã mais nova dela, de 5 anos, estava em um quarto e não sofreu ferimentos.

O principal suspeito do crime é o ex-padrasto de Ayshila. Segundo a Polícia Militar, Reginaldo Gomes Gertrudes, de 37 anos, foi preso cerca de duas horas após o corpo da menina ser achado. Ele estava caído na Avenida Independência e apresentava fraturas pelo corpo. A polícia suspeita que ele tenha tentado cometer suicídio.

Reginaldo era considerado foragido da Justiça por tentativa de homicídio. À Polícia Militar, ele confessou ter esfaqueado a criança, mas negou ter abusado dela.

Por causa dos ferimentos, o suspeito foi internado na Santa Casa de Ribeirão Preto e está escoltado. Ele deve ser levado a uma unidade prisional ao receber alta.

Corpo de Ayshila Vitória, de 10 anos, é velado em Ribeirão Preto, SP — Foto: Marcos Felipe/EPTV

Corpo de Ayshila Vitória, de 10 anos, é velado em Ribeirão Preto, SP — Foto: Marcos Felipe/EPTV

Luto

Ayshila era aluna da 5ª série da escola estadual Professor Walter Paiva, no bairro Ipiranga, Zona Norte da cidade. Na tarde de segunda-feira, um cartaz foi colocado no portão de acesso dos alunos para manifestar luto. “Estamos em luto em razão do falecimento de nossa aluna Ayshila 5º ano C.”

A menina foi morta dentro da casa onde vivia com a mãe, a cuidadora de idosos Renata dos Santos de Souza, e a irmã mais nova. As três moravam há cerca de um mês no imóvel da Rua Itaguaçu, no bairro Ipiranga. Renata contou que estava separada de Reginaldo há um ano porque ele insistia em usar drogas.

Cartaz foi colocado na porta da escola onde a menina Ayshila estudava, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Cartaz foi colocado na porta da escola onde a menina Ayshila estudava, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Morte

No domingo (12), mãe e filhas participaram de uma festa em uma área de lazer. Do evento, Renata seguiu direto para o trabalho e pediu ao pai para levar as meninas para casa, onde uma amiga ficaria com as duas durante a noite.

Pela manhã, ao retornar, ela encontrou a menina mais velha sem vida no chão da sala. Segundo Renata, a filha caçula disse que o pai esteve na casa durante a noite. Apesar dos pedidos insistentes para reatar o relacionamento, a cuidadora disse que o ex nunca apresentou comportamento violento contra ela ou contra as crianças.

“Ela era um anjo, uma benção. Ele nunca fez nenhuma ameaça, nem para mim nem para as minhas filhas. Ele tinha ela como filha. Eu nunca imaginei que fosse acontecer isso comigo. Eu nunca fiz mal para ele.”

Mãe da menina Ayshila, Renata dos Santos chora na porta da casa da família, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Mãe da menina Ayshila, Renata dos Santos chora na porta da casa da família, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Ao ser achado ferido pela PM, Reginaldo afirmou que entrou na casa após encontrar o cadeado aberto. Ele disse que Ayshila estava acordada e que entrou em luta corporal com a menina, mas não deu detalhes sobre o motivo. Segundo a PM, o suspeito alegou que pegou uma faca e atacou a criança. Em seguida, na tentativa de se desfazer do corpo, ele disse que tirou as roupas dela e a enrolou em um tapete, mas desistiu de levá-la ao perceber a aproximação de pessoas.

Reginaldo negou ter abusado da menina. No entanto, segundo a Polícia Civil, há indícios de que Ayshila foi estuprada. Ao lado do corpo, foi apreendida uma cueca e o suspeito não usava peça íntima no momento da prisão. De acordo com a delegada Luciana Renesto, o material coletado é semelhante a sêmen e será analisado pelo Instituto Médico Legal (IML).

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A Polícia Militar disse que as meninas estavam sozinhas na casa. Renata negou que tivesse o hábito de deixá-las desacompanhadas. O Conselho Tutelar não tem registros de que as crianças pudessem estar em situação de risco.

Segundo a delegada, em um primeiro momento, não há indícios para incriminar Renata por abandono de incapaz.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Suspeito de matar a menina Ayshila foi achado ferido em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Suspeito de matar a menina Ayshila foi achado ferido em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/EPTV

FONTE- G1

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