Vídeo: madrasta oferece cerveja para enteada de 6 anos

Uma madrasta suspeita de dar bebida alcoólica à enteada de seis anos, em Bom Jesus de Goiás, será ouvida nesta terça-feira (13/08/2019) pela Polícia Civil do estado. Um vídeo que teria sido gravado no sábado (10/08/2019) pela própria mulher e divulgado em rede social provocou indignação de populares e da família da criança. Nas imagens, ela oferece o líquido e incentiva a menina a ingerir o que parece ser cerveja. As informações são do site  MAIS GOIAS

Delegado responsável pelo caso, Vinicius Penna aguarda a mulher para questionamentos. Na tarde de segunda-feira (12/08/2019), algumas pessoas compareceram à delegacia com a presença da mãe da criança em busca de informações do ocorrido.

A menina mora com o pai e a madrasta. Devido ao trabalho em fazendas da região, ele não estava em casa quando o vídeo foi gravado. De acordo com o delegado Penna, a criança está sob os cuidados da avó desde que as denúncias foram feitas.

Além do depoimento da suspeita, um relatório do conselho tutelar será usado na investigação. A mulher pode ser acusada por fornecer bebida alcoólica a menor, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Assista ao vídeo:

FONTE – METROPOLES – MAIS GOIAS

Redemoinho assusta funcionários de fazenda no sul de Goiás Veja video

Funcionários de uma fazenda de cana-de-açúcar na região sul de Goiás levaram um susto após a formação de um redemoinho com mais de dez metros de altura. Além da coluna formada pelo “turbilhão de poeira”, o barulho também assustou as pessoas.

Um vídeo gravado mostra quando todos os funcionários saem correndo na fazenda que pertence a uma usina entre Morrinhos e Goiatuba. As imagens são do dia 29 de julho, mas só foram divulgadas e confirmadas agora.

No vídeo, dá para ver quando o redemoinho passa perto de máquinas agrícolas e cobre um trailer usado para dar suporte aos trabalhadores.

De acordo com o meteorologista Andre Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) o fenômeno é mais comum netsa época de seca.

“É muito comum neste período até setembro. A formação de redemoinho ocorre quando o solo se aquece em determinado ponto e o vento fraco vindo de uma direção se encontra com a corrente de ar quente acima do ponto que está muito aquecido esse vento tende a ganhar velocidade, girar e empurrar o ‘turbilhão de poeira'”, informou André.

Apesar do tamanho do redemoinho ter assustado os trabalhadores, o especialista diz que não é difícil ocorrer a formação do fenômeno com vários metros.

“Ele pode apresentar desde alguns centímetros até muitos metros de altura sendo a sua duração de poucos segundos ou minutos. Teria que ter filmado de longe para dar uma noção desse, mas ele deve ter sido alto pela poeira que levantou”, acredita o gerente do Cimehgo, estimando que o registrado no sul do estado tenha atingido mais de 10 metros de altura.

FONTES- G1- VIDEO MIDIA NEWS

“Não queria namorar”, diz jovem que estuprou e matou menina de 15 anos

Um crime bárbaro chocou os moradores de Cristalina, município Goiano situado a 130 quilômetros de Brasília. Na tarde de sexta-feira (02/08/2019), um adolescente de 17 anos estuprou e matou a facadas uma menina de 15. Amanda dos Santos Silva (foto em destaque) voltava da escola, durante a tarde, na Rua Getúlio Vargas, quando foi atacada na porta de casa. Antes de adentrar a residência, em um lote formado por um complexo de quitinetes, foi puxada pelo braço e arrastada até o imóvel do autor do ato infracional.

Armado com um facão de 30 centímetros, o rapaz acusava a vítima de não aceitar manter um relacionamento com ele. “Matei porque ela não queria me namorar”, contou, em depoimento à Polícia Civil de Goiás.

O pai de Amanda, que é cadeirante, ouviu os gritos de agonia da filha, mas, em razão de sua imobilidade, não conseguiu arrombar a porta. Instantes depois, dois vizinhos o ajudaram e invadiram o cômodo, onde encontraram a adolescente já nua e ensanguentada. “O pai da vítima gritou para que cessassem as agressões, mas foi ignorado”, consta na ocorrência policial.

Linchamento

O menor ainda tentou fugir do local, mas foi contido por vizinhos. Ele chegou a ser linchado e foi salvo graças à intervenção de uma equipe da Polícia Militar do estado vizinho.

Na oitiva prestada na Delegacia de Cristalina, o suspeito ainda disse ter obrigado Amanda a ingerir compridos de Rohypnol. A ideia era que ela ficasse grogue e não apresentasse resistência durante o cometimento da violência sexual.

O adolescente infrator responderá por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado e estupro. Por ser menor de idade, pode ser sentenciado a, no máximo, três anos de internação em unidades socioeducativas.

Suicídio

Um texto de despedida escrito pelo autor do ato infracional indica que ele pode ter premeditado o delito. Apesar de nas mensagens garantir que tiraria a própria vida, ele não chegou a cumprir a promessa.

FONTE- METROPOLES – SAULO ARAÚJO

Após 15 horas de buscas, bombeiros encontram corpos de trabalhadores soterrados em Cristianópolis

Após 15 horas consecutivas de trabalho, os oito bombeiros que atuaram na busca de dois trabalhadores soterrados conseguiram encontrar os corpos das vítimas. O acidente aconteceu em uma obra na GO-139, no trevo de Cristianópolis, entre as regiões sudeste e central de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, os trabalhadores estavam a 6 metros de profundidade.

Responsável pela obra, Empreiteira Sousa Rabelo disse que lamenta o ocorrido e que o “desmoronamento súbito de terra” ocorreu apesar dos “procedimentos de segurança muito rigorosos” aplicados na obra. Eles também contaram que estão ajudando as famílias das vítimas como podem (veja nota na íntegra no fim da reportagem).

Bombeiros trabalhando resgate de dois homens soterrados — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Bombeiros trabalhando resgate de dois homens soterrados — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

As buscas começaram às 16h30 de sexta-feira (2) e foram encerradas por volta de 7h30 deste sábado (3). Os bombeiros disseram que o trabalho precisou ser feito com muito cuidado para evitar novos deslizamentos de terra.

A equipe fez um escoramento da vala e usou uma máquina retroescavadeira, materiais de sapa e iluminação. Trabalharam na ação oito bombeiros, e foram usados três veículos.

O G1 tenta contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Caldas Novas, responsável por buscar os corpos, mas as ligações feitas entre 9h30 e 10h não foram atendidas.

Nota completa da Empreiteira Sousa Rabelo

A Empreiteira Sousa Rabelo vem, por meio desta, esclarecer o acidente ocorrido na data de 02 de Agosto de 2019 às 16:00hs em obra de nossa responsabilidade na rodovia GO217 km25,5. O acidente ocorreu devido a um desmoronamento súbito de terra em uma moega, em uma área que conta com procedimentos de segurança muito rigorosos. Lamentamos profundamente o falecimento de nossos dois funcionários e estamos prestando toda a assistência médica e psicológica à família das vítimas. Agradecemos de antemão o excelente trabalho dos bombeiros. A empresa ressalta ainda que o sentimento de dor é muito forte, pois é o primeiro acidente de trabalho fatal em 24 anos de trabalho. Qualquer visita à nossa obra constatará nossos cuidados com a segurança de nossos colaboradores

Empreiteira Sousa Rabelo Ltda.

FONTE- G1 – Por Vanessa Martins, G1 GO

Bebês são devolvidos aos pais biológicos após DNA comprovar a troca- Momento Emocionante

No fim da tarde desta quinta-feira (1º) foi divulgado o resultado dos exames de DNA que comprovaram que o bebê levado para casa por Pauliana Maciel e Genésio Vieira, na verdade, é filho biológico de Aline Alves e Murillo Lobo, e vice-versa. Os dois nasceram no dia 9 de julho no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), com minutos de diferença e, segundo as investigações da Polícia Civil, foram colocados ao lado das mães invertidas após voltarem do banho.

A destroca aconteceu por volta das 19h na delegacia de Trindade. Aline e Murillo foram os primeiros a chegar com um dos bebês. Logo em seguida, Pauliana e Genésio também chegaram com o outro. Familiares acompanharam os casais.

O momento da devolução dos bebês biológicos foi marcado pela emoção das mães. As duas choravam enquanto entregavam os meninos uma para a outra. As duas foram amparadas pelos maridos e outros parentes.

Pauliana e Aline choram ao fazer a destroca dos bebês, Trindade, Goiás — Foto: Vitor Santana/G1

Pauliana e Aline choram ao fazer a destroca dos bebês, Trindade, Goiás — Foto: Vitor Santana/G1

Nos últimos dias, todos estavam morando juntos na casa de Pauliana, em Trindade, para facilitar a transição e destroca após essa confirmação do exame. Uma mãe tem ajudado a outra nas tarefas com os dois meninos.

“Com o DNA não há mais dúvida do erro e foi feito a destroca. Mas isso não encerra nosso trabalho. Vamos ouvir mais pessoas, um dos bebês chegou a ser registrado, então isso ainda precisa ser cancelado, mas nossa preocupação agora é com o psicológico dessas famílias”, disse a delegada Renata Vieira.

Após a abertura do resultado dos exames, o delegado André Fernandes comentou sobre o suporte que dever ser dado às famílias.

“Desde o início nossa preocupação foi com a parte emocional dessas famílias. Uma das avós disse que que o sentimento é como o de um velório. Agora, vamos continuar dando o apoio a essas famílias e seguindo com a investigação”, disse o delegado André Fernandes.

“Vamos assimilar a situação. Agora temos dois bebês. O amor não divide, multiplica”, disse Amanda Fátima Bueno, irmã da Aline e tia de uma das crianças.

Aline e Murillo foram os primeiros a chegar na delegacia, onde está prevista as destroca dos bebês, Trindade, Goiás — Foto: Reprodução/TV Ananhanguera

Aline e Murillo foram os primeiros a chegar na delegacia, onde está prevista as destroca dos bebês, Trindade, Goiás — Foto: Reprodução/TV Ananhanguera

A suspeita de que algo estava errado começou com Genésio e Pauliana. Segundo o advogado deles, Alaor Mendanha, o casal percebeu que o bebê não se parecia com eles e fizeram, por conta própria, um exame de DNA que comprovou que o neném não era filho biológico de nenhum dos dois.

O casal registrou o caso na Polícia Civil. A suspeita da troca se espalhou rapidamente. Assim, Aline e Murillo, que tiveram filho na mesma data e que estavam no mesmo quarto, procuraram a delegacia.

O Hutrin reconheceu inicialmente a troca e informou que passou a manter contato com as famílias. No entanto, funcionários da unidade que prestaram depoimento na quarta-feira (31), negaram que tenham cometido qualquer erro que possa ter levado à troca.

Pauliana chegou em um carro com o marido Genésio carregando um dos bebês, Trindade, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Pauliana chegou em um carro com o marido Genésio carregando um dos bebês, Trindade, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Investigação

A Polícia Civil começou a investigar o caso assim que foi registrado na delegacia de Trindade. Segundo a delegada Renata Vieira, responsável pela apuração, ao que tudo indica, as pulseiras de identificação, com o nome das mães, estavam corretas, mas os bebês teriam sido colocados por uma funcionária da maternidade em berços ao lado das mães invertidas. A polícia também acredita que as roupas dos recém-nascidos foram trocadas.

As três funcionárias que foram ouvidas pela Polícia Civil disseram em depoimento que não acreditam que o hospital tenha culpa no caso porque a equipe segue um sistema padrão para assegurar que problemas como esse não ocorram.

Hutrin — Foto: Vanessa Martins/G1

Hutrin — Foto: Vanessa Martins/G1

Com o resultado do exame e com o depoimento das três funcionárias, a delegada disse que vai avaliar se há necessidade de ouvir outros funcionários da equipe, que tinha 15 profissionais atuando no dia do plantão que os meninos nasceram.

Renata contou ainda que trabalha com a investigação baseada no Art. 229 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê penalidade para quem não identificar corretamente o bebê e a mãe após o parto.

“Trabalhamos com a hipótese de ter sido culposa a troca [quando não há intenção]. Após a conclusão da investigação, vamos enviar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) sobre o caso à Justiça”, disse Renata, explicando que o TCO é um “registro de um fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo”.

A polícia também esperava analisar imagens de câmeras. Porém, na terça-feira (30), Renata recebeu a informação do Hutrin que as imagens de câmeras da maternidade não estão mais disponíveis, já que ficaram armazenadas por 10 dias e foram automaticamente apagadas.

Como a troca dos bebês teria ocorrido

  • Os bebês nasceram no dia 9 de julho no Hutrin;
  • As investigações apontam que os partos dos dois ocorreram entre 15h20 e 15h40;
  • As duas mães foram encaminhadas para a mesma enfermaria;
  • Os bebês foram levados para o primeiro banho, quando, provavelmente, houve um erro e a roupa de um foi vestida no outro;
  • Até então as pulseiras de identificação, com o nome das mães, estavam corretas e apenas as roupas trocadas;
  • Os bebês teriam sido colocados por uma funcionária da maternidade em berços ao lado das mães invertidas;
  • As duas pulseiras de identificação se soltaram. Uma caiu no chão e então uma das avós percebeu que o nome escrito na pulseira não era o da filha;
  • Segundo delegada, uma funcionária explicou às famílias que as pulseiras poderiam ter sidos trocadas na hora do banho, mas que os bebês estavam com as mães certas.
  • Três funcionárias que estavam trabalhando no dia do parto negam ter trocado os bebês.

FONTE- G1 – Por Vitor Santana e Rodrigo Gonçalves, G1 GO

Avô é preso por estuprar a neta durante 4 anos em Caldas Novas (Goiás)

Identificado apenas como José Aparecido, um homem de 63 anos foi preso na quarta-feira (31) acusado de estuprar a neta, uma adolescente de 13 anos, há pelo menos quatro anos – desde que ela tinha nove anos de idade. O caso aconteceu em Caldas Novas (Goiás).

De acordo com a Polícia Civil de Caldas Novas, af vítima relatou que sofreu ameaças para esconder os abusos sexuais: o homem dizia que iria fazer mal ao irmão e à mãe dela, que é enteada dele.

As investigações da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) apontaram que a violência sexual acontecia durante a madrugada, quando o homem entrava no quarto da criança. “Ele acariciava as partes íntimas dela e cometia conjunção carnal até ejacular”, informa a polícia, em comunicado divulgado à imprensa.

Uma prima da adolescente percebeu o abuso sexual e registrou em vídeo o momento que a menina era molestada. Ela mostrou a gravação aos pais da vítima, que, após confirmarem a história com a filha, levaram o caso à Polícia. 

Embora tenha muitos netos, José Aparecido utilizava a foto da vítima como tela de fundo do aparelho celular. Ele teve prisão preventiva decretada e segue detido no ao presídio de Caldas Novas, onde permanece à disposição da Justiça. Caso seja condenado, pode pegar 15 anos de reclusão.

FONTE- REDE TV

Homem é preso por matar mulher a pedradas depois que ela se recusou a fazer sexo

Um rapaz foi preso pela Polícia Civil de Goiás, na última quarta-feira (17), suspeito de ter matado uma mulher a pedradas após esta se recusar a fazer sexo com ele. Elizeu Neto Rodrigues Loiola ainda teria abandonado o corpo da vítima, Josélia Alves da Costa, nu e com rosto o desfigurado às margens do Parque das Águas Bonitas II.

O caso aconteceu no município Águas Lindas de Goiás (GO), no entorno do Distrito Federal. De acordo com o jornal Metrópoles, o suspeito foi identificado após investigação aprofundada no local do crime e no corpo da vítima, encontrado na última segunda-feira (15). E o que ajudou na identificação da mulher foi uma tatuagem.

Após investigações iniciais, a Polícia analisou minunciosamente os últimos passos de Elizeu. Após ser pego pela Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) da 17ª Delegadia Rodoviária de Polícia de Águas Lindas, o suspeito confessou o crime e contou detalhes do assassinato. 

Tatuagem encontrada no corpo da vítima (Foto: Divulgação/Polícia Civil do DF)

Elizeu afirmou que se encontrou com Josélia em um bar, onde consumiu bebida alcoólica e comeu uma pizza com ela. Depois disso, a levou para um bairro isolado, mas a mulher acabou se recusando a fazer sexo com o rapaz.

Irritado, Elizeu então teria agredido a mulher, com golpes de pedras, até a morte. Depois, o suspeito disse que retirou toda a roupa da vítima e fugiu na sequência. As vestimentas foram descartadas em um córrego encontrado no caminho da casa do agressor.

O acusado teve prisão decretada e deve responder por crime de feminicídio.

FONTE- REDE TV

Mulher e dois filhos pequenos morrem em acidente de carro em Goiás

Uma mulher de 29 anos e dois filhos pequenos, um de 2 anos e outro de 9 meses, morreram em um acidente envolvendo três veículos na noite desta terça-feira (9) em Itumbiara, no sul de Goiás. O marido da vítima, que conduzia o carro sem habilitação, e outras duas crianças, também filhas do casal, ficaram feridos.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do carro da família, uma picape e um caminhão se envolveram no acidente. Os motoristas tiveram ferimentos leves e passaram pelo teste do bafômetro, que constatou que eles não tinham ingerido bebida alcoólica.

O marido da mulher, de 38 anos, uma menina de 9 e um garoto de 8 ficaram feridos e foram levados para um hospital próximo. O estado de saúde das crianças é grave. O pai das crianças e os outros dois motoristas sofreram ferimentos leves.

Ainda segundo a PRF, o carro não possuía cadeirinha para transportar as crianças e está com o licenciamento vencido há nove anos, além de estar sendo conduzido por um motorista sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no momento do acidente.

(Foto: Divulgação/PRF)

FONTE- REDE TV

Homem sai para cobrar R$ 70 mil e é achado morto em penhasco. Vídeos


Ocorpo de Antônio Vanderlei de Faria (foto em destaque), 65 anos, foi encontrado nessa quinta-feira (20/06/2019) pela Polícia Civil de Goiás. O homem estava desaparecido desde 12 de junho, depois de sair para cobrar uma dívida de R$ 70 mil, em Goiânia.

A família do aposentado registrou boletim de ocorrência na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) um dia depois do desaparecimento, de acordo com o Mais Goiás. Segundo os investigadores, imagens de câmeras de segurança, ainda não divulgadas, mostram o momento em que ele sai do prédio, acena para alguém e, em seguida, aparece sentado no banco de passageiro de uma caminhonete.

Policiais do Grupo Antissequestro (GAS), vinculado à Deic, localizaram o corpo à beira de um penhasco. Como o lugar dificultava o resgate, os bombeiros foram acionados para prestar auxílio. O momento foi registrado. Veja os vídeos:

A Polícia Civil declarou que investiga o homicídio e irá se pronunciar apenas quando o processo estiver concluído.

FONTE- METROPOLES

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Padrasto suspeito de matar e ocultar corpo de estudante é preso

Polícia Civil de Goiás prendeu na tarde desta quinta-feira (20/06/2018) Valdezar Cordeiro de Matos, 67 anos. Ele foi indiciado pela morte e ocultação de cadáver da estudante Thayna Ferreira Alves, 21. A jovem desapareceu em 16 de fevereiro de 2017 e, segundo os investigadores, a última pessoa que esteve com ela foi Valdezar, padrasto da universitária. Ele foi detido em sua fazenda, em Alvorada do Norte, município goiano situado a 253 quilômetros de Brasília.

Ao receber a notícia da detenção do ex-marido, a mãe de Thayna, Regina Jussara Ferreira Lacerda, 42, mostrou-se aliviada. Agora, mantém a esperança de que o homem indique o lugar onde teria enterrado o corpo da filha. “Não tenho esperança de encontrá-la viva, mas quero que, pelo menos, ele indique onde estão os restos mortais dela. Quero poder dar um sepultamento digno, nem que seja para enterrar só os ossos ou restos de cabelo”, disse Regina ao Metrópoles.

De acordo com o titular do Grupo de Investigação de Homicídios de Valparaíso de Goiás, delegado Rafael Abrão, a prisão do suspeito tem caráter preventivo, ou seja, sem prazo de validade. “É um grande avanço essa prisão preventiva, porque indica que realmente temos elementos que incriminem o padrasto por homicídio e ocultação de cadáver”, declarou.

Busca por respostas

Desde o desaparecimento de Thayna, a vida de Jussara passou a girar em torno da busca por justiça e respostas. Ela deixou o emprego e passou a investigar, por conta própria, a localização da filha. Na versão apresentada por Valdezar, a estudante pegou uma carona no veículo dele até uma parada de ônibus na passarela de Valparaíso (GO), hipótese rechaçada pela mãe, pois a menina tinha carro e não usava transporte público.

“Era costume ela andar no carro dele, tanto que não me assustei. Só queria ver na câmera do prédio a roupa que ela estava usando, e não era alguma que ela fosse usar para sair e demorar. Era uma roupa mais simples, de ficar em casa”, lembra Jussara.

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Na noite do desaparecimento, a mãe mandou duas mensagens – nenhuma delas respondida – e ligou para a filha por volta das 22h30. “Fiquei preocupada e acionei uma amiga, que já estava chorando, dizendo que não conseguia falar com a Thayna desde as 14h. Eu fiquei desesperada, perguntei para ele [o padrasto e ex-marido]: ‘Você não perguntou aonde ela iria?’. E ele disse que não.”

Passadas 24 horas do desaparecimento da filha, Jussara registrou uma ocorrência no Centro Integrado de Operações Policiais (Ciops) de Valparaíso, mas teve de esperar por quatro dias, até a segunda-feira seguinte, para que a delegacia especializada desse início às investigações.

Após ter o seu primeiro depoimento agendado, Valdezar compareceu perante a polícia acompanhado de dois advogados. “Eu, inclusive, gritei com ele e com o delegado, dizendo que estava ali procurando a minha filha e que não precisava de advogado.”

Flagrado por câmeras

Valdezar foi flagrado por câmeras de segurança voltando e entrando três vezes no apartamento da família algumas horas depois de sair na companhia de Thayna. Na primeira, ele sai com uma mala grande. Depois, é filmado com a bolsa de Thayna embrulhada em uma sacola plástica e, por fim, deixa o local com um facão em uma bainha.

Em depoimento, o suspeito disse que a estudante havia pedido para ele pegar a mala, pois nela havia roupas que ela queria doar. “Ela não tinha essas roupas para doação. As coisas dela estão do mesmo jeito que ela deixou até hoje, nunca tive coragem de mexer”, emociona-se a mãe.

Uma das hipóteses das investigações, na qual Jussara acredita, é que o facão tenha sido usado para matar e esquartejar o corpo, e a mala, para ocultação do cadáver. A mala, os pertences e o celular de Thayna – um iPhone 7, o mais moderno na época – nunca foram encontrados.

Padrasto suspeito de matar e ocultar corpo de estudante é preso

Córrego no matagal onde Jussara suspeita que a filha estejaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Regina Jussara Ferreira Lacerda, 42 anos, busca respostas sobre o desaparecimento da filha, Thayna Ferreira Alves, desde 2017Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

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Jussara se emociona ao lembrar-se da filhaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

O quarto de Thayna está do mesmo jeito que ela deixou. A mãe nunca conseguiu mexer nos pertencesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Padrasto de Thayna foi a última pessoa que esteve com ela e chegou a ser preso durante as investigaçõesImagem cedida ao Metrópoles

Para Jussara, o ex-marido é o principal suspeito pelo desaparecimentoVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Ela começou a fazer buscas por conta própria para tentar encontrar o corpo da filhaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Quebra de sigilo telefônico mostrou que o padrasto de Thayna esteve em um matagal em ValparaísoVinícius Santa Rosa/Metrópoles

A mãe de Thayna acompanha de perto as investigaçõesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Jussara perdeu as esperanças de encontrar a filha viva e, hoje, luta para achar o corpo e enterrá-la com dignidadeVinícius Santa Rosa/Metrópoles

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Primeira perícia indicou presença de sangue humano. Segundo exame deu resultado inconclusivoVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Foto de mãe e filhaImagem cedida ao Metrópoles

Fotos do álbum de 15 anos de ThaynaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Quarto de Thayna está da mesma forma como ela deixouVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Fotos da infância e adolescência de ThaynaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Córrego no matagal onde Jussara suspeita que a filha estejaVinícius Santa Rosa/Metrópoles

Regina Jussara Ferreira Lacerda, 42 anos, busca respostas sobre o desaparecimento da filha, Thayna Ferreira Alves, desde 2017Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

Investigações
Poucos dias após Thayna ser vista pela última vez, segundo Jussara, o ex-marido demonstrou descaso com as buscas e começou a procurar fazendas para comprar em Goiás. Ele é proprietário de um sítio em Alvorada do Norte, município no nordeste goiano próximo à divisa com a Bahia.

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“O pior dessa história toda é que eu fiquei com ele aqui em casa até o dia de ele ser preso, em 23 de maio. Eu chorava todos os dias e não via reação dele de preocupação. Se não tivesse sido ele, eu tenho certeza que teria movido o Goiás inteiro para encontrar. Quando eu vi o desinteresse, o descaso, fui desconfiando e, agora, sei que não tem outra hipótese”, acredita Jussara.

Após a quebra de sigilo telefônico dos números de aparelhos celulares de Valdezar, uma antena da empresa TIM indicou que ele esteve em um matagal em Valparaíso no dia 16 de fevereiro de 2017. O local ermo é coberto por uma vegetação densa, com árvores de copas altas e por onde passa um córrego. O caminho é de difícil acesso, e só é possível cumprir o trajeto em caminhonetes e utilitários.

A trilha do matagal não leva a lugar algum. Não há casas nem fazendas por perto e, poucos metros após a ponte sobre o córrego, o caminho está fechado pela vegetação. A região é conhecida pela polícia, pois é onde criminosos costumam ocultar cadáveres.

Comportamento violento
De acordo com a mãe de Thayna, quando ela e o ex-marido começaram a morar juntos, 17 anos atrás, ele bebia muito, costumava ter crises de fúria e descontava a raiva quebrando objetos da casa.

A convivência de Valdezar com a mulher e a enteada era descrita como tranquila. Um episódio, no entanto, chama atenção para a nem sempre pacífica relação entre padrasto e enteada. No aniversário de Jussara, em dezembro de 2016, dois meses antes do desaparecimento da jovem, Thayna organizou uma festa surpresa no apartamento onde moravam e convidou as amigas do trabalho da mãe. A estudante montou uma mesa com comidas e bebidas na sala e aguardou a chegada de Jussara para cantar os parabéns.

Valdezar, que estava no quarto do casal assistindo à televisão, não quis participar da comemoração, abriu a porta e virou a mesa com todos os quitutes e copos. “Ela ficou furiosa, pegou uma faca e o amedrontou. Depois, ela desceu e quebrou o carro dele todo, porque estava com muita raiva do que ele fez”, conta.

Ainda no dia do aniversário da mãe, Thayna denunciou a existência de uma arma ilegal no interior da Toyota Hilux. Os policiais enviados para atender a ocorrência, inicialmente, não localizaram o revólver. “Ele tinha comprado a arma desse policial que foi lá resolver a confusão e fez vista grossa, dizendo que não tinha arma.” O reforço policial foi chamado, e os militares da outra viatura encontraram o revólver no local exato apontado pela estudante. “Ele saiu dali algemado.”

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Buscas por conta própria
Jussara reuniu amigos, parentes e deu enxadas e pás a cada um deles para que a ajudassem a cavar o solo da região, na tentativa de encontrar o corpo da filha. A mãe procurou por Thayna em matagais da cidade e chegou a reunir 50 pessoas, incluindo desconhecidos, para ajudar nas buscas. A procura incessante de Jussara a levou até Formosa (GO), Cristalina (GO), João Pinheiro (MG), Unaí (MG) e outras cidades mineiras e goianas.

No começo, todos os tipos de pensamento passaram pela cabeça da mãe, inclusive que ela teria sido vítima de uma quadrilha de exploração sexual e estaria em algum bordel no interior.

“Eu viajei muito para ver se ela tinha sido levada para um desses puteiros, porque queria esgotar todas as possibilidades. Nessa época, consegui com que a polícia desvendasse um puteiro em Cristalina que abrigava meninas de 13, 14 anos. Uma vizinha disse que tinha acabado de chegar uma moça com o nome de Thayna, que eu fosse lá. Mas não era ela.”

FONTE- METROPOLES

Dupla sertaneja fica ferida em acidente na BR-153, em Itumbiara

Uma dupla sertaneja ficou ferida após o carro em que estava capotar na BR-153, em Itumbiara, no sul de Goiás. O motorista também ficou machucado na batida. Ele contou à Polícia Rodoviária Federal que perdeu o controle ao desviar de um cachorro que atravessava a pista.

O acidente aconteceu por volta das 18h de segunda-feira (17). Dentro estava a dupla João Alyson e Adriano, de 23 e 25 anos, que são do Paraná, e o motorista, de 25 anos. Eles seguiam para Goiânia para a gravação do DVD.

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“O motorista disse que foi desviar de um cachorro e perdeu o controle. O carro bateu em poste e capotou. Eles ficaram cerca de 10 minutos presos dentro do carro até que fossem resgatados”, disse o inspetor da PRF, Newton Morais.

O escritório responsável pela carreira da dupla informou que apenas João Alyson segue internado, esperando alguns exames. Os outros dois ocupantes receberam atendimento, foram liberados e já estão em Goiânia.

Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

Carro onde dupla sertaneja estava ficou destruído, em Itumbiara — Foto: PRF/Divulgação

Carro onde dupla sertaneja estava ficou destruído, em Itumbiara — Foto: PRF/Divulgação

João Alyson e Adriano ficaram feridos em acidente de carro em Itumbiara — Foto: Reprodução/Facebook

João Alyson e Adriano ficaram feridos em acidente de carro em Itumbiara — Foto: Reprodução/Facebook

FONTE- G1

Vídeo: Polícia de Goiás indicia mulher que roubou bebê em saco de lixo

A Polícia Civil de Goiás indiciou uma técnica em enfermagem e três parentes dela por roubarem um bebê abandonado em uma maternidade de Goiânia dentro de um saco de lixo.

Imagens do circuito interno de segurança da unidade de saúde mostram o momento em que ela sai com o recém-nascido embalado em um saco preto.

Após pegar a criança, Elenita Aparecida Lucas Correa a transportou dentro do baú de uma moto, por cerca de 30km, até a casa de parentes. Ela responderá por subtração de incapaz e por colocar a vida do bebê em risco.

A técnica em enfermagem e os três parentes envolvidos chegaram a ser presos acusados de participação no crime, que teria ocorrido no dia 30 de maio. Os suspeitos foram apresentados ao Judiciário e apenas Elenita teve a prisão mantida. Conforme consta nos autos, os outros alvos da investigação alegaram não saber da onde a mulher havia pegado a criança.

A mãe biológica do recém-nascido foi ouvida pela polícia goiana e alegou ter deixado o bebê na maternidade para adoção por não ter condições financeiras de criá-lo. Ela não responderá pela prática de nenhum crime.

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Investigadores também divulgaram uma conversa de Elenita com o companheiro. No print de WhatsApp, a técnica em enfermagem faz uma lista de compras e pede para o homem comprar mamadeira, banheira, papel toalha, sabonete de neném, roupa e fralda pequenas e um bebê-conforto para o carro.

Vídeo: Polícia de Goiás indicia mulher que roubou bebê em saco de lixo

Moto em que recém-nascido foi transportadoPCGO/Divulgação

Conversa entre a técnica em enfermagem e o companheiroPCGO/Divulgação

FONTE- METROPOLES

Técnico em enfermagem suspeito de estuprar paciente em UTI de Goiânia se entrega; vítima morreu


Suspeito de estuprar paciente em UTI de Goiânia se entrega; vítima morreu

Suspeito de estuprar paciente em UTI de Goiânia se entrega; vítima morreu

Um técnico em enfermagem de 41 anos, suspeito de estuprar uma pacientedo Hospital Goiânia Leste, se entregou à Polícia Civil no final da manhã desta quarta-feira (29). Ele se apresentou na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Conforme a delegada Paula Meotti, ele foi ouvido. Depois, ele levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames.

A vítima, de 21 anos, morreu no último domingo (26). Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após dar entrada por conta de crises convulsivas. Antes do óbito, ela relatou a uma funcionária que teria sido abusada sexualmente por um técnico em enfermagem. O caso foi registrado na Polícia Civil.

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O advogado dele, Leonardo Silva Araújo, informou se declara inocente. Conforme o defensor, o suspeito não se apresentou antes por temer pela própria vida e da família – esposa e filhos pequenos.

“À polícia ele se manteve em silêncio, mas para a defesa ele se diz inocente, disse que tomou apenas os procedimentos técnicos de enfermagem”

A defesa informou ainda que não teve acesso às imagens da UTI e que mostrariam os abusos, mas que o primeiro passo vai ser analisá-las para ver o que realmente aconteceu.

FONTE – G1

Suspeito de furtar R$ 300 do dízimo em catedral é preso. Veja vídeo

O que parecia uma visita normal à igreja se transformou em crime. Um homem foi flagrado após furtar R$ 300 da caixa de doações da Catedral Santa Rita de Cássia em Itumbiara, no sul de Goiás. Nas imagens registradas, é possível ver o suspeito enquanto pega algumas cédulas e, em seguida, senta no banco da capela para contar o dinheiro.

Veja o momento do crime:

FONTE- METROPOLIS

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Mãe apontou esconderijo de aluno que matou professor em Valparaíso

Menos de 24 horas depois de entrar na Escola Estadual Céu Azul, em Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal, e disparar dois tiros contra o coordenador do colégio Júlio Cesar Barroso de Sousa, 41, o adolescente de 17 anos foi apreendido. Segundo a Polícia Civil de Goiás, a própria mãe indicou onde ele estava.

Mesmo abalada, ela levou os policiais até o esconderijo do rapaz, que é aluno do segundo ano do ensino médio da escola. Por volta das 12h30 desta quarta-feira (01/05/2019), ele foi achado em cima de uma árvore, na casa de uma conhecida da família dele, no Pedregal, Novo Gama (GO). A mulher pediu e o estudante se entregou.

Ao assumir o plantão às 9h desta quarta-feira (01/05/2019), o delegado Rafael Pareja decidiu buscar a ajuda da mãe do adolescente. “Fui até a casa dela. Ela estava com muito medo e chorava muito. Dei minha palavra de que ele seria apreendido sem constrangimentos e com a integridade física preservada”, contou o responsável pela investigação.

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Confiando no delegado, a mulher contou que o filho estava escondido em uma casa no Pedregal. “Ela foi até ele, que desceu. Os dois trocaram um abraço e o rapaz se entregou”, relatou Pareja. O menino passará a noite desta quarta na delegacia do Valparaíso. Na quinta-feira (02/05/2019), será apresentado ao juiz e promotor da Vara da Infância e da Juventude. Na sequência, será encaminhado para um centro de internação de menores.

De acordo com o delegado, o jovem disse que tudo começou a partir de um desentendimento com o professor. “Ele contou que os dois teriam batido boca. O adolescente teria tido uma discussão com outra professora e a xingou. Segundo o garoto, o professor teria sido rude e o ‘enxotado’ da escola”, relatou Pareja.

A polícia não encontrou a arma do crime e quer saber se o acusado teve ajuda para cometer o assassinato. O rapaz estudava no segundo ano do ensino médio. Ele entrou na escola, uniformizado e com um revólver na cintura, por volta das 15h de terça-feira (30/04/2019) e executou a vítima, a sangue frio.

No momento do crime, os estudantes saíam das salas para o intervalo. Houve pânico, corre-corre e gritaria. Muitos se esconderam dentro das salas de aula e chegaram a pensar que se tratava de um ataque como o de Suzano, em São Paulo. Outros deixaram o colégio pela porta principal, que fica ao lado de uma feira popular do município goiano, localizado a 35 km de Brasília.REPRODUÇÃO

Reprodução

Júlio Cesar, a vítima, era casado e deixa dois filhos, de 6 e 7 anos

Testemunhas confirmaram que o estudante teve uma discussão com uma professora na manhã de terça-feira (30/04/2019). Após saber que o garoto xingou a docente, o coordenador Júlio chamou a atenção do garoto – disse que ele seria transferido. O adolescente retrucou: “Isso não vai ficar assim. Você não sabe com quem está mexendo”.

Em seguida, deixou a escola. Voltou à tarde. Como estava uniformizado, conseguiu entrar na instituição de ensino. Logo após, invadiu a sala dos professores e teve uma breve discussão com a vítima. Minutos depois, o estudante disparou contra o coordenador.

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MAIS SOBRE O ASSUNTO

Segundo o delegado Rafael Abrão, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Valparaíso, primeiro o atirador acertou a cintura de Júlio Cesar, pelas costas. A vítima correu e caiu. Em seguida, levou um tiro na cabeça quando já estava no chão. À curta distância. Outros dois disparos foram feitos, mas não teriam atingido o educador.MATHEUS GARZON/METRÓPOLES

Matheus Garzon/Metrópoles

A comunidade escolar se comoveu com a tragédia

“Desespero”
Um aluno do sétimo ano do ensino médio disse que estava no galpão ao lado da sala dos docentes na hora. “Bateu o sinal para a troca de professores. Eu estava na aula de educação física e ouvi os tiros.” Ainda de acordo com o rapaz, foram momentos de desespero. “A princípio, achei que era brincadeira, mas, quando todos os professores correram para o galpão, vi que era sério”, relatou.

Outro estudante, do oitavo ano, diz ter visto o coordenador minutos antes do assassinato. “A gente estava na aula de matemática e ele passou para recolher nossos trabalhos. Gente boa, falava com todo mundo. Uma pena”, lamentou.

No momento do crime, ele estava no portão da escola. “Ninguém sabia direito o que aconteceu. Foi só uma correria. Os alunos não têm acesso ao portão de trás, então era muita gente para uma saída.”

Ao ouvir os disparos, uma estudante disse ter alertado a uma professora que ainda estava em sala de aula. A docente teria achado que se tratava de bombinha. Quando saiu, deu de cara com uma cena chocante. O professor estava caído no chão, ensanguentado. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda tentaram reanimá-lo, em vão.

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Manifestação
Um dia depois do assassinato, professores do centro de ensino se reuniram em frente ao colégio para prestar homenagens à vítima e pedir mais segurança nas instituições escolares da região. Muito emocionados e vestidos de preto, em sinal de luto, lembraram os últimos momentos do colega e o terror que passaram na tarde de terça-feira (30/04/2019).

Mãe apontou esconderijo de aluno que matou professor em Valparaíso

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Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Homenagem a professor executado

Professores em luto pedem mais segurança Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Coordenador foi atacado na sala dos professores Rafaela Felicciano/Metrópoles

A professora de artes visuais Maria Florência Benitez, 57, disse que foi uma das primeiras a ver o coordenador caído no chão. “Estava entrando em sala quando ouvi quatro disparos. Vi de longe o pé dele e achei que ele ainda estava vivo. Saí correndo e, ao entrar na sala dos professores, o Júlio estava agonizando”, contou.

A educadora disse que ficou ao lado do colega, segurou a mão dele e pediu para que não se mexesse. “A cena ficará marcada para sempre na minha cabeça. O Júlio Cesar era um professor íntegro, sereno. Muito querido e reservado. Perdemos um grande companheiro”, destacou.

A coordenadora pedagógica Aline Arantes, 37, trabalhava lado a lado com a vítima. “Um cara tranquilo que jamais levantou a voz para alguém. Uma excelente pessoa. Ficamos muito surpresos. O aluno tinha um perfil intimidador, mas nunca pensamos que isso poderia acontecer aqui. Estamos muito abalados”, pontuou.

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Aline clama por segurança. “Se tivéssemos, isso não teria ocorrido. Um aluno jamais pode entrar em uma escola armado. Queremos respeito. Temos medo. Nos sentimos ameaçados a todo momento. Até mesmo por isso não levamos em consideração o fato de o aluno ter sido ríspido com o Júlio. Isso nunca tinha ocorrido aqui. Temos uma clientela difícil, mas não imaginaríamos que chegaria a esse ponto”, salientou.

A professora Simonilva Alves Soares, 46, dá aula em outro município goiano, mas já ocupou o cargo de tutora, em 2018, no Colégio Estadual Céu Azul. “Ficava responsável por fazer os relatórios com as demandas, além de mediar os conflitos e solucionar os problemas na escola. O Júlio assumiu o meu lugar em agosto do ano passado, quando não aguentei e pedi para sair”, disse.

Conforme relato da docente, a outra diretora costumava dizer que a escola era uma “bomba-relógio”. “O Júlio veio de Águas Lindas de Goiás para dar continuidade ao meu trabalho e, infelizmente, não teve a mesma sorte que eu, acabou falecendo aqui. A segurança sempre foi frágil”, contou.

FONTE – METROLOPOLIS –
Rafaela Felicciano/Metrópoles

Jovem encontrada morta em cisterna foi vítima de estupro coletivo, em Águas Lindas de Goiás

A jovem Rafaela Martins Cardoso, de 18 anos, foi vítima de estupro coletivo antes de ser morta estrangulada e ter o corpo jogado em uma cisterna em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O delegado responsável pela investigação, Cléber Martins, disse que dois suspeitos de participar do crime foram presos, um foi encontrado morto e outras três pessoas são procuradas.

“Três homens a estupraram. Já é assim considerado”, afirmou. De acordo com as investigações, dois deles são os presos e o terceiro é o que foi encontrado morto.

Rafaela desapareceu na madrugada de quarta-feira (6). Câmeras de segurança mostraram que ela estava em um ponto de ônibus e foi colocada dentro de um carro (veja vídeo abaixo). Ela teve o celular roubado e foi levada para uma chácara, onde ocorreram os estupros e o assassinato.

O delegado investiga os motivos do crime. Segundo ele, alguns dos autores são conhecidos da vítima e podem ter sido vistos por ela na região e ficado com medo, porque o irmão dela seria um detento temido no local. Apesar disso, Cléber Martins acredita que o crime não foi premeditado.

Vídeo mostra jovem sendo sequestrada antes de ser estuprada e morta em Águas LindasG1 GO–:–/–:–

Vídeo mostra jovem sendo sequestrada antes de ser estuprada e morta em Águas Lindas

Vídeo mostra jovem sendo sequestrada antes de ser estuprada e morta em Águas Lindas

Crime e prisões

O corpo de Rafaela foi encontrado dentro da cisterna de uma chácara, da qual um dos suspeitos era caseiro. Ela estava amarrada a uma mangueira. O delegado disse que, conforme a perícia, Rafaela foi estrangulada.

Um suspeito foi localizado horas após o crime e preso. Outro comparsa foi encontrado por populares e por pouco não foi linchado. A PM interveio e o levou ao hospital. Ele já teve alta e está detido. Já um terceiro suspeito foi encontrado morto.

Martins informou que ainda não foi definido por quais crimes os autores devem ser indiciados, mas que o inquérito deve ser concluído até a próxima sexta-feira (15).

FONTE G1 GOIAS

Médium João de Deus já é considerado foragido da justiça

CADEIA 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Médium já é considerado foragido da justiça

Ministério Público de Goiás informou na tarde deste sábado (15) que João de Deus já é considerado foragido da justiça. Acusado de abuso sexual por mais de 300 mulheres, ele não se apresentou espontaneamente no prazo de 24 horas após a ordem de prisão decretada na sexta-feira (15). O paradeiro do médium é desconhecido.

“A força-tarefa informa que o senhor João Teixeira de Faria passou a ser considerado foragido, pois as diligências de localização em todos os seus endereços resultaram negativas e o comparecimento espontâneo não ocorreu nas 24 horas seguintes à ordem de prisão, a despeito das tentativas de negociação com a defesa”, apontou o MP em nota.

Com essa classificação, ele poderá ser preso por qualquer autoridade policial no Brasil ou no exterior, com auxílio da Interpol (a polícia internacional), caso tente sair do país. Pelo menos 20 endereços, que estão sob sigilo, foram verificados para tentar localizar o médium, mas não houve sucesso. Advogados afirmam que ele vai se entregar.

Acusações

As acusações contra o médium, que diz realizar tratamentos e “cirurgias espirituais” por meio de entidades que “incorpora”, surgiram no sábado (8), quando um programa de televisão conversou com vítimas. Em todos os casos, João levava a mulher para uma sala reservada para sessão em busca de milagres, o que acabava evoluindo para toques e estupros.

As acusações contra João de Deus já foram feitas a partir de sete países diferentes, incluindo o Brasil. Algumas mensagens indicam que funcionários do centro de atendimento espiritual de Abadiânia (GO) sabiam dos crimes. O advogado do médium já afirmou que vai pedir um habeas corpus em benefício do cliente, porque a prisão é “ilegal e injusta”.


Após relatos de abuso sexual, mais mulheres acusam João de Deus

Após a divulgação de depoimentos de mulheres que relataram ter sido abusadas pelo médium João de Deus, mais pessoas fizeram acusações de abuso sexual. Ao Jornal Nacional, uma delas contou que tinha 15 anos quanto foi pela primeira vez à Casa Dom Inácio, em Abadiânia (GO). Já a TV Anhanguera mostrou o caso de uma ex-funcionária que também diz ter sido vítima do médium.

Os primeiros 13 relatos foram divulgados pelo programa Conversa com Bial e pelo jornal O Globo. Em nota divulgada ao Conversa com Bial, João de Deus negou as acusações (leia na nota completa no final desta reportagem). O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa do médium, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Novos casos

Uma mulher que preferiu não se identificar disse ao Jornal Nacional que frequentava a Casa Dom Inácio desde 1991, sempre acompanhada da mãe. Ela afirma que, na única vez em que ficou sozinha com João de Deus, foi vítima de assédio.

Já a ex-funcionária ouvida pela TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, conta que foi à Casa pela primeira vez em 2005, para buscar uma cura para a filha, e depois voltou por causa de um tumor. Ela conta que os abusos ocorreram quando ela estava sozinha.

Ex-funcionária da casa onde João de Deus atende denuncia ter sido abusada pelo médiumJA 2ª Edição–:–/–:–

Ex-funcionária da casa onde João de Deus atende denuncia ter sido abusada pelo médium

Ex-funcionária da casa onde João de Deus atende denuncia ter sido abusada pelo médium

“Na primeira ocasião, ele pegou um colchão que tinha no corredorzinho e colocou no chão. Ele mandou eu tirar a roupa, eu tirei. Não entendi muito bem. Da outra vez que eu fui, ele sentou na poltrona dele, tirou as calças e mandou eu mexer no órgão dele”, relatou a mulher.

De acordo com a ex-funcionária, ela teve medo de denunciar o médium à Polícia Civil. “Era medo, medo de me expor, ele tem costas quentes né, poderoso em Abadiânia e em Goiás”, afirmou.

Primeiras acusações

As mulheres relatam terem sofrido abusos sexuais de João de Deusdurante atendimentos espirituais. Dez histórias foram reveladas no programa Conversa com Bial desta sexta-feira (7). Outras três foram publicadas pelo jornal O Globo.

“Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus, muito menos a fé de milhares de pessoas que o procuram. Estamos apenas dando voz a mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium”, disse Pedro Bial durante o programa.

Apenas uma das mulheres ouvidas por Bial, Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, aceitou se identificar. As outras, todas brasileiras, disseram que preferem não mostrar o rosto, por sentirem medo e vergonha.

Zahira fez recentemente uma denúncia pública no Facebook – quatro anos após a violência sexual relatada por ela. “Eu sei que tenho sido criticada: ‘Por que você está vindo com a sua história, se ele está curando milhares de pessoas?’ E essa é uma das razões do porquê eu não disse nada. Porque se fosse só eu, eu que engula, porque ele está curando milhares de pessoas, certo? Mas agora eu sei, ele está abusando de centenas de mulheres e meninas”, afirmou Zahira.

A coreógrafa conta que, depois da publicação na internet, ela começou a ter contato com outras mulheres que diziam ter passado pela mesma situação.

Padrão de comportamento

De acordo com os relatos, João de Deus agiu de forma similar em todos os casos. Durante os atendimentos espirituais coletivos, o médium teria dito para as mulheres que, segundo a entidade, elas deveriam procurá-lo posteriormente em sua sala, porque tinham sido escolhidas para receber a cura. As entrevistadas dizem que, uma vez que elas estavam sozinhas com ele, eram violentadas sexualmente.

“Pegava na minha mão para eu pegar no pênis dele. (…) Ele falava: ‘Põe a mão, isso é limpeza. Você precisa dessa limpeza, é o único jeito de fazer isso'”, disse uma mulher que procurou João de Deus para cura espiritual.

De acordo com Zahira, ao ouvir os relatos de outras mulheres, ela percebeu que “existe um sistema. A primeira coisa é ‘vire de costas, eu vou te curar’. Existe um padrão (…) Você é manipulada a acreditar na cura”.

O jornal “O Globo” ouviu quatro das dez mulheres que falaram ao programa “Conversa com Bial”, além de três outras vítimas. Os relatos, colhidos ao longo de três meses de investigação, foram divulgados na íntegra no site do jornal. Dentre todas as 13 mulheres que denunciaram João de Deus, Zahira foi a única que contou ter sido penetrada por ele.

Segundo uma das mulheres, o médium demonstrou saber que aquilo que estava fazendo com ela poderia ser considerado assédio sexual.

“Calma, eu não estou com tesão, mas preciso fazer isso para te curar”, uma delas relatou ter ouvido de João de Deus durante o abuso. Segundo ela, o religioso a obrigou a masturbá-lo enquanto ela chorava, aos soluços.

“‘Eu sei muito bem o que estou fazendo e que isso seria considerado assédio, eu não sou louco’. Dizia que estava me livrando das energias negativas”, relatou a segunda mulher, que disse ter sido constrangida a segurar o pênis do médium. Em um determinado momento, ele teria dito que não era mais a entidade ali, que era o homem.

Zahira relata estupro

Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, relatou ter sido abusada por João de Deus, em entrevista ao Conversa com Bial — Foto: Reprodução/TV Globo

Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, relatou ter sido abusada por João de Deus, em entrevista ao Conversa com Bial — Foto: Reprodução/TV Globo

A holandesa Zahira disse que esteve mais de uma vez em Abadiânia, em busca de espiritualidade e de cura para um trauma sexual. Ela chegou a ser treinada para ser médium.

Ela conta que, numa das vezes em que esteve em Abadiânia, foi convidada para uma consulta particular com João de Deus. E que o médium a levou até um banheiro, na sala dele, e se posicionou atrás dela.

“Aí ele agarrou minha mão direita e a colocou por trás de mim na calça dele. E eu fiquei, tipo… tem esse momento em que você congela. Por que isso está acontecendo? Por que eu tenho que tocar no seu pênis, para ser curada? Ele tem um sofá grande no banheiro. Ele me levou até lá e me botou de joelhos na frente dele. Ele abriu a calça e colocou minha mão no pênis dele. E ele começou a movimentar a minha mão em cima do pênis dele. E eu estava em choque. Eu ainda não posso acreditar nisso. Mas eu estava congelada. E ele continuava falando, conversando, falando sobre minha família. Você está sendo manipulada a acreditar, enquanto ele estava me analisando ou fazendo alguma coisa. Aí ele disse: ‘Você deveria sorrir. Você deveria se sentir feliz’. E eu: ‘eu não sinto nenhuma alegria’. Isso não é o motivo de eu estar aqui. Aí ele estava se limpando, fechando as calças de novo, ele me levou pro escritório de novo, ele me botou no sofá, abriu um armário com pedras preciosas e disse que eu poderia escolher uma. É como se fosse um pagamento. Isso é um pagamento? O que está acontecendo aqui?”

Zahira disse que sentia como se estivesse sendo manipulada, arrastada para aquela situação. Dias depois, ela voltou à casa. “Ele me puxou de novo para o banheiro. […] “Um padrão parecido, mas ele deu um passo adiante. Ele me penetrou por trás e, de novo, esses… Eu nem consigo descrever.”

‘Não vai falar para ninguém’

Uma das brasileiras entrevistadas disse que participava de um atendimento em grupo, quando também foi convidada por João de Deus para encontrá-lo mais tarde na sala dele.

“Então ele me conduziu para um baheiro, que mais parece uma sala, poque é muito grande e fechou a porta. Ali ele pediu para ficar de costas pra ele. Ele perguntou se tinha metal. Falei que sim, o sutiã. Pediu pra eu tirar. Pus o braço por dentro e tirei. Ele falou: ‘vou ficar atrás de você e fazer realinhamento energético. Aí ele ficou muito próximo, colocou minha mão pra trás, isso ele já estava com o pênis pra fora, ele falou: “Põe a mão aí, isso é limpeza, você precisa da minha energia, que só vem dessa maneira pra fazer a limpeza em você.”

A mulher disse que o médium pediu pra ela voltar outras vezes. “Às 7h da manhã, ele fez a mesma coisa, só que dessa vez ele sentou numa cadeira e pediu para eu fazer sexo oral nele.”

“Eu fiz com muito nojo, e realmente eu não fazia, porque… Eu não chegava perto. E ele dizia: ‘Faça isso direito, menina. Você não quer as coisas? Como é que fazendo as coisas desse jeito você vai ter as coisas na sua vida?'”

Outra mulher, que deu entrevista ao lado do marido, disse que procurou a casa de Abadiânia depois de passar por um tratamento de câncer de mama. Lá, se submeteu a uma cirurgia espiritual – e foi orientada a voltar para uma revisão.

No encontro, recebeu um pedido de João de Deus: “O que eu fizer aqui dentro, você não vai falar pra ninguém”. “E ele falou assim: ‘você levante que vou te curar’. E você vai ter que se entregar. Aí pediu pra ficar de costas e nisso ele começou a passar a mão no meu corpo, no meu abdomen, no meu seio, pela minha nádega, que até entao, ele ja tava comprimindo meu corpo. Aí eu comecei a chorar, comecei a ficar desesperada e eu só pensava assim: ‘como eu vou sair daqui’. Eu olhava pra uma porta, olhava pra outra, e eu pensava: ‘se eu gritar, tem milhares de pessas aí fora que endeusam ele, chamam ele de João de Deus’.”

Ela conta que o médium ficou irritado e fez uma espécie de ameaça: “Você está sendo ingrata, você não esta se entregando. Se você não fizer o que eu estou falando, a sua doença vai voltar. Você quer que volte?”

‘Eu tava ali sendo abusada’

Outra mulher, de 33 anos, contou que procurou João de Deus porque tinha depressão e síndrome do pânico. Segundo ela, logo que ficou sozinha com o médium na sala, ele trancou a porta.

“‘Levanta aqui q vou limpar seus chacras’ [ele disse]. Nisso ele ficou em pé, eu fiquei na frente dele, e ele já começou a fazer movimento, passando a mão no meu peito. Nisso ele me virou e pediu pra fazer massagem na barriga dele. Eu fazendo essa massagem, ele pedia pra eu fazer com força, pedia pra eu ficar de olho aberto, e eu não conseguia porque eu já tava incomodada. Aí ele me afastou um pouco e já tirou o pênis pra fora. E pegava na minha mão pra pegar no pênis dele, eu tirava a mão e ele falava: ‘Você é forte, você é corajosa. O que você tá fazendo tem um valor enorme’. Eu não tava fazendo nada. Eu tava ali sendo abusada. Eu não tava fazendo nada.”

‘Homem poderoso’

Amy Biank, coach espiritual e autora americana que levava pessoas em peregrinação para a Casa Dom Inácio de Loyola desde 2002, disse que as pessoas que trabalham com o médium sabem do que acontece e que quem tenta denunciar acaba saindo da Casa por medo, já que ele é um “homem muito poderoso”. Amy diz ter sofrido ameaças de morte.

“Uma delas [pessoa que trabalhava para João de Deus] disse que tinha limpado a boca de uma menina. Disseram que era ectoplasma, e ela estava tão doutrinada que não percebeu que era sêmen”, disse Amy Biank.

Uma das mulheres relatou que João de Deus disse que fazia parte do processo de cura não contar para ninguém o que havia acontecido. Outra disse que as entidades que ele recebia falavam que ela deveria ficar em silêncio. “Todas as entidades que vinham, umas três, falavam que não era para eu contar o que tinha acontecido ali.”

Ammy disse que uma vez, quando acompanhava um grupo a Abadiânia, ouviu um grito de socorro, entrou na casa e viu João de Deus forçando uma jovem a fazer sexo oral nele. Ele pediu pra eu fechar os olhos e sentar.

“Eu vi que ele estava com a calça aberta, ela estava ajoelhada e com uma toalha no ombro. Ela não estava querendo fazer sexo oral nele, foi por isso que ela gritou. Mas eu sentei no sofá e fechei meus olhos, porque eu estava tão doutrinada a achar que aquilo tudo era divino e especial.”

Ammy disse que cruzou com João de Deus, depois numa pousada da região. “Mais tarde ele veio até a pousada em que estávamos, porque ele sabia que eu tinha visto, e aí ele chegou e disse: ‘Quando eu sou o João, eu sou somente um homem. E homens têm necessidade. Um homem é somente um homem’.”

O que é considerado crime

Gabriela Manssur, promotora de Justiça do Estado de São Paulo, diz que, segundo a legislação penal, o ato sexual compreende qualquer ato que a pessoa faça para a satisfação de seu desejo sexual. Não precisa ser necessariamente a conjunção carnal, que é a introdução do pênis na vagina. Pode ser, por exemplo, sexo anal, oral, passar as mãos no seio, apalpar a pessoa fazendo força.

“Não há necessidade de violência física, há situações em que essa violência está presumida. Mas, se a mulher não conseguir por alguma circunstância oferecer resistência e evitar que isso ocorra, pode ser considerado estupro uma violência presumida em situação de vulnerabilidade temporária naquele momento do ato sexual”, diz a promotora Gabriela Manssur.

A lei aborda a questão da violação sexual mediante fraude, chamada de estelionato sexual, e situações de estupro mediante violência presumida, que são essas situações de vulnerabilidade.

“Na violação sexual mediante fraude, essa mulher acaba consentindo com a relação sexual, ela está sendo enganada, então ela acaba tendo esse consentimento viciado, ela não está manifestando a sua vontade livre e consciente. Esse poderia ser um estelionato sexual. E há a questão da vulnerabilidade, quando ela não consegue oferecer resistência, mas está sendo contra a vontade dela, ela não queria fazer aquilo, mas ela não consegue oferecer resistência, porque alguma circunstância tirou essa possibilidade de manifestar seu consentimento”, explica a promotora.

Gabriela Manssur diz que é comum que vítimas desse tipo de crime não falem sobre ele imediatamente após ocorrido.

“Esse tipo de abuso sexual, esse tipo de violência contra a mulher, ele paralisa, ele silencia a mulher vítima de violência. Ela não consegue reagir porque é como se ela estivesse congelada. Ela fica paralisada, naquele momento ela não entende o que está acontecendo. E depois de um tempo ela se sente muito envergonhada com aquilo que aconteceu e começa a perguntar: por que eu não gritei? Por que eu não saí correndo? Por que eu não reagi? Ela não consegue entender por que ela estava naquela situação, como ela foi parar naquela situação, principalmente nos abusos sexuais que não têm aquela violência física e ameaça de morte.”

O que diz João de Deus

G1 tentou contato, no sábado (8), por telefone, com a assessoria de imprensa de João de Deus . No entanto, as ligações não foram atendidas.

Ao programa Conversa com Bial, a assessoria do médium afirmou, em nota, que “há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

Trajetória do médium

O médium João de Deus — Foto: Reprodução/site Casa de Dom Inácio

O médium João de Deus — Foto: Reprodução/site Casa de Dom Inácio

João Teixeira tem seguidores famosos e já recebeu visita de personalidades como a apresentadora americana Oprah Winfrey. Ele foi apadrinhado por Chico Xavier e, antes de fundar a Casa Dom Inácio, em 1976, peregrinava pelo país fazendo cirurgias espirituais, segundo reportagem do jornal O Globo.

No início do seu trabalho, João de Deus foi alvo de denúncias de exercício ilegal da medicina. Depois, também foi acusado de sedução de uma menina menor de idade. Foi absolvido por falta de provas.

De acordo com a revista “Época”, o religioso já foi acusado também de atentado ao pudor, contrabando de minério e assassinato. Em nenhum dos casos foi julgado culpado.

Ele nasceu em Cachoeira da Fumaça (GO), filho de um alfaiate e uma dona de casa. Estudou até o segundo ano do ensino fundamental. Tem 11 filhos – cada um com uma mulher diferente. A revista “Época” diz que alguns deles são evangélicos, e não seguem a espiritualidade atribuída ao pai. João de Deus rejeita o rótulo de santo ou de ser um homem especial.

Mulheres relatam abusos sexuais do médium João de Deus durante atendimentos espirituais

Dez mulheres relatam terem sofrido abusos sexuais do médium João de Deus durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, em Goiás. As histórias foram reveladas no programa Conversa com Bialdesta sexta-feira (7). Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, João de Deus afirma que “rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos” (leia na nota completa no final desta reportagem).

João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, é famoso pelos atendimentos e cirurgias espirituais que faz desde 1976, em Abadiânia, uma cidade com menos de 19 mil habitantes. A Casa Dom Inácio de Loyola recebe até 10 mil pessoas por mês – a maioria, estrangeiros. Os relatos sobre as curas obtidas pelo médium, incorporando entidades, se espalharam pelo mundo.

“Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus, muito menos a fé de milhares de pessoas que o procuram. Estamos apenas dando voz a mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium”, disse Pedro Bial durante o programa.

Apenas uma das mulheres ouvidas por Bial, Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, aceitou se identificar. Outras, todas brasileiras, preferiram não mostrar o rosto, por sentirem medo e vergonha.

Zahira fez recentemente uma denúncia pública no Facebook, quatro anos após ter sofrido a violência sexual. “Eu sei que tenho sido criticada: ‘Por que você está vindo com a sua história, se ele está curando milhares de pessoas?’ E essa é uma das razões do porquê eu não disse nada. Porque se fosse só eu, eu que engula, porque ele está curando milhares de pessoas, certo? Mas agora eu sei, ele está abusando de centenas de mulheres e meninas”, afirmou Zahira.

Depois da publicação na internet, ela começou a ter contato com outras mulheres que diziam ter passado pela mesma situação.

João de Deus na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, Goiás, em foto de 2015 — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

João de Deus na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, Goiás, em foto de 2015 — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Padrão de comportamento

De acordo com os relatos, João de Deus agiu de forma similar em todos os casos. Durante os atendimentos espirituais coletivos, o médium disse para as mulheres que, segundo a entidade, elas deveriam procurá-lo posteriormente em sua sala, porque tinham sido escolhidas para receber a cura. As entrevistadas dizem que, uma vez que elas estavam sozinhas com ele, eram violentadas sexualmente.

“Pegava na minha mão para eu pegar no pênis dele. (…) Ele falava: ‘Põe a mão, isso é limpeza. Você precisa dessa limpeza, é o único jeito de fazer isso'”, disse uma mulher que procurou João de Deus para cura espiritual.

De acordo com Zahira, ao ouvir os relatos de outras mulheres, ela percebeu que “existe um sistema. A primeira coisa é ‘vire de costas, eu vou te curar’. Existe um padrão (…) Você é manipulada a acreditar na cura”.

O jornal “O Globo” ouviu quatro das dez mulheres que falaram ao programa “Conversa com Bial”, além de duas outras vítimas. Os relatos, colhidos ao longo de três meses de investigação, foram divulgados na íntegra no site do jornal. Dentre todas as 12 mulheres ouvidas, Zahira foi a única que contou ter sido penetrada por João.

Segundo duas das mulheres, o médium demonstrou saber que aquilo que estava fazendo com ela poderia ser considerado assédio sexual.

“Calma, eu não estou com tesão, mas preciso fazer isso para te curar”, uma delas relatou ter ouvido de João de Deus durante o abuso.

Segundo ela, o religioso a obrigou a masturbá-lo enquanto ela chorava, aos soluços.

“Eu sei muito bem o que estou fazendo e que isso seria considerado assédio, eu não sou louco. Dizia que estava me livrando das energias negativas”, relatou a segunda mulher, que disse ter sido constrangida a segurar o pênis do médium. Ele também teria tocado partes do corpo dela, como os seios. Em um determinado momento, ele teria dito que não era mais a entidade ali, que era o homem.

Relato de Zahira

A holandesa Zahira disse que ouviu falar de João de Deus por intermédio que um amigo. E que esteve mais de uma vez em Abadiânia, em busca de espiritualidade e de cura para um trauma sexual. Ela chegou a ser treinada para ser médium.

Ela conta que, numa das vezes em que esteve em Abadiânia, foi convidada para uma consulta particular com João de Deus. E que o médium a levou até um banheiro, na sala dele, e se posicionou atrás dela.

“Aí ele agarrou minha mão direita e a colocou por trás de mim na calça dele. E eu fiquei, tipo… tem esse momento em que você congela. Por que isso está acontecendo? Por que eu tenho que tocar no seu pênis, para ser curado? Ele tem um sofá grande no banheiro. Ele me levou até la e me botou de joelhos na frente dele. Ele abriu a calca e colocou minha mão no pênis dele. E ele começou a movimentar a minha mão em cima do pênis dele. E eu estava em choque. Eu ainda não posso acreditar nisso. Mas eu estava congelada. E ele continuava falando, conversando, falando sobre minha família. Você está sendo manipulada a acreditar, enquanto ele estava me analisando ou fazendo alguma coisa. Aí ele disse: ‘Você deveria sorrir. Você deveria se sentir feliz’. E eu: ‘eu não sinto nenhuma alegria’. Isso não é o motivo de eu estar aqui. Aí ele estava se limpando, fechando as calças de novo, ele me levou pro escritório de novo, ele me botou no sofá, abriu um armário com pedras preciosas e disse que eu poderia escolher uma. É como se fosse um pagamento. Isso é um pagamento? O que está acontecendo aqui?”

Zahira disse que sentia como se estivesse sendo manipulada, arrastada para aquela situação.

Dias depois, ela voltou à casa. “Ele me puxou de novo para o banheiro. […] “Um padrão parecido, mas ele deu um passo adiante. Ele me penetrou por trás e, de novo, esses… Eu nem consigo descrever.”

‘Homem poderoso’

Amy Biank, coach espiritual e autora americana que levava pessoas em peregrinação para a Casa Dom Inácio de Loyola desde 2002, disse que as pessoas que trabalham com o médium sabem do que acontece e que quem tenta denunciar acaba saindo da Casa por medo, já que ele é um “homem muito poderoso”. Amy diz ter sofrido ameaças de morte.

“Uma delas [pessoa que trabalhava para João de Deus] disse que tinha limpado a boca de uma menina. Disseram que era ectoplasma, e ela estava tão doutrinada que não percebeu que era sêmen”, disse Amy Biank.

Uma das mulheres relatou que João de Deus disse que fazia parte do processo de cura não contar para ninguém o que havia acontecido. Outra disse que as entidades que ele recebia falavam que ela deveria ficar em silêncio. “Todas as entidades que vinham, umas três, falavam que não era para eu contar o que tinha acontecido ali.”

O que diz João de Deus

Assessoria de imprensa do médium enviou uma nota ao programa, afirmando: “Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

João Teixeira de Faria é um médium brasileiro conhecido em todo o mundo como João de Deus. Desde 1976 ele faz atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás.

A Casa recebe até 10 mil pessoas por mês para atendimentos, boa parte delas estrangeiras. Os relatos de cirurgias espirituais de cura se espalharam pelo mundo e personalidades como a apresentadora americana Oprah Winfrey chegaram a visitar o local.

FONTE G1 

Casal preso em ação da PF ostentava vida de luxo

A CASA CAIU 

O casal preso na Operação Confraria, deflagrada pela Polícia Federal, ostentava uma vida de luxo e planejava se mudar para a Europa, segundo consta na decisão judicial que determinou a prisão temporária deles. O documento, obtido pela TV Anhanguera, afirma que o padrão de vida do gerente da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás (Codego) Márcio Gomes Borges, e da mulher, Meire Cristina Rodrigues, era incompatível com a renda deles.

A desproporção entre os proventos e os gastos da família foi descoberta, segundo decisão, por meio de uma de uma denúncia anônima feita à PF. O fato, conforme documento, motivou a investigação, que apura suspeita de desvio de recursos e lavagem de dinheiro por meio da Codego.

Segundo a decisão, havia “rumores” de que Márcio Gomes Borges e a mulher dele, Meire Cristina Rodrigues, se mudariam para a Portugal com o dinheiro de possível venda de bens de luxo, apreendidos pela Polícia Federal.

“Especificamente quanto a Marcio Gomes Borges e sua esposa, Meire Cristina Rodrigues Borges, consta, ainda, rumores de que, após Marconi Perillo ter interrompido sua vida pública, estariam de partida para Portugal, com o objetivo de se desfazerem de seus bens. […] Pesa sobre os representados a fundada suspeita da prática dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, associação criminosa, sendo estes crimes de ação penal pública, sem prejuízo da análise do crime de ‘lavagem de dinheiro’”, diz o texto do documento.

Por telefone ao G1, o advogado de defesa de Márcio e Meire, Welder Assis, disse que a suspeita de mudança ao exterior como argumento utilizado no pedido de prisão “não condiz com a realidade dos fatos”. Ele afirmou, nesta sexta-feira (7), que está protocolando um pedido de habeas corpus em Brasília e acredita que a liberdade dos clientes seja concedida.

“Isso não condiz com a realidade dos fatos. Porque, em conversa com o Márcio e em conversa com a Meire, em momento nenhum eles pensaram em ir para o exterior. Em momento algum. Agora, se eles já fizeram viagens a passeio é uma situação, mudança, é outra. Tanto porque os filhos deles são de Goiânia, os familiares são de Goiânia, a irmã, a mãe, então jamais eles tiveram este pensamento de ir para o exterior residir lá. Até porque não tem uma interceptação telefônica mencionando que eles iriam para o exterior, não tem provas testemunhais que comprovam que eles iriam para o exterior. Isso foi um argumento para decretar a prisão temporária”, disse

Operação Confraria foi deflagrada na madrugada de quinta-feira (6). O nome da ação, segundo a PF, faz alusão às frequentes reuniões que, conforme a corporação, eram feitas com o objetivo de planejar as atividades ilícitas do grupo. Entre os bens apreendidos na investigação estão carros, caminhonetes e uma moto – todos eles de luxo -, além de lanchas.

Joias apreendidas na Operação Confraria, em Goiânia, Goiás — Foto: PF/Divulgação

Joias apreendidas na Operação Confraria, em Goiânia, Goiás — Foto: PF/Divulgação

Além do casal, foram presos o presidente da Codego, Júlio Cézar Vaz de Melo, e o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, que já havia sido preso em setembro deste ano, durante a Operação Cash Delivery. Na ocasião, também foi preso o ex-governador Marconi Perillo, suspeito de receber propina da Odebrecht para campanhas eleitorais.

Márcio era gerente geral de distritos da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás (Codego) e Meire, comissionada no Governo do Estado, lotada na Secretaria de Gestão e Planejamento. A exoneração de Meire foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (7).

O advogado de Rincón, Romero Ferraz, informou que deve ingressar com alguma medida para tentar a soltura do cliente. Já o advogado de Perillo, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse ao G1 que o ex-governador não é alvo da Operação Confraria e que, por isso, não se manifestará sobre a situação.

Márcio, Meire, Júlio e Jayme continuaram presos após audiência de custódia realizada na tarde de quinta-feira (6), na sede da Justiça Federal, em Goiânia.

Na decisão que determinou a prisão, a Justiça Federal também considerou uma suposta “aceleração” no pagamento de contratos por parte da Codego, o que, segundo o magistrado, poderia dificultar o rastreio e a restituição aos cofres públicos, caso os desvios sejam comprovados.

“Alerte-se que em um movimento praticamente uniforme o atual governo que retira do comando do Estado de Goiás vem estabelecendo aceleração de pagamentos de contratos de forma frenética com intuito de se locupletar com urgência dos recursos públicos desviados, fato este que justifica a urgência de atendimento ao presente pleito, posto que é cediço que uma vez que os recursos deixam os cofres públicos dificilmente são completamente rastreados e restituídos ao erário”, afirma.

G1 não conseguiu identificar a defesa do presidente da Codego para pedir um posicionamento a respeito do caso.

Em nota, o procurador-geral do Estado de Goiás, João Furtado, informou que o Estado não é parte da ação nem alvo das medidas cautelares. Disse ainda que a administração pratica atos absolutamente transparentes no pagamento de suas contas, que, segundo ele, são rigorosamente auditadas, como disponibilizado no Portal da Transparência.

“Conforme decisões detalhadas e tornadas públicas em decretos do Poder Executivo, o Governo de Goiás optou por pagar as obrigações de defesa alimentar e daquelas de caráter vinculado – saúde, educação, cultura, ciência e tecnologia”, disse o investigador.

O Governo de Goiás informou, na quinta-feira (6), que acompanha “com atenção os desdobramentos” da operação e que “já foi determinado o afastamento dos servidores, citados na operação, de seus respectivos órgãos”. Por fim, o comunicado destaca que está colaborando com as investigações.

Polícia Federal cumpre mandados na casa do casal, em Goiânia, Goiás — Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

Polícia Federal cumpre mandados na casa do casal, em Goiânia, Goiás — Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

Elo entre os suspeitos

Na decisão judicial consta que Márcio é uma pessoa “diretamente ligada” a Jayme Rincón. Segundo consta nos autos, Márcio teve contato, por telefone, com os alvos da Operação Cash Delivery na data em que a propina supostamente paga pela Odebrecht havia sido recolhida, em São Paulo.

Além disto, de acordo com o documento, os carros de luxo utilizados por Júlio Cézar Vaz de Melo e seu chefe de gabinete estão em nome de Márcio. Outro ponto de ligação entre o casal e os demais presos na operação são as linhas telefônicas de Márcio e Júlio, que estão registradas no nome de Meire.

Em relação a Jayme Rincón, as investigações apontam, conforme o documento, que ele mantinha, em sociedade oculta com Júlio Cézar Vaz de Melo, duas casas de veraneio de luxo: uma em Armação de Búzios, na Região dos Lagos do litoral fluminense, e outra em Aruanã, às margens do Rio Araguaia. Os imóveis estariam registrados no nome de empresários que mantém contrato com a Codego.

Conforme relatado na decisão, a denúncia anônima que chegou à Polícia Federal dava conta de que “a propina da Codego seria resultado do adiantamento repentino do pagamento a fornecedores supostamente participantes do esquema de corrupção e desvio de recursos públicos firmados pela Codego”.

Jayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Jayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Operação Confraria

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária, em Goiânia, Caldas Novas, Aruanã, Brasília e Armação de Búzios. Além dos mandados, a força-tarefa também está fazendo o sequestro de alguns imóveis nestas cidades.

Já os imóveis são uma cobertura no Jardim Goiás, bairro nobre de Goiânia, um apartamento em Caldas Novas, cidade turística do estado, uma casa de veraneio em construção às margens do Rio Araguaia, em Aruanã, e outra em um condomínio em Armação de Búzios, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal, todos os mandados foram expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal, em Goiânia. Pelo menos 50 policiais trabalham no cumprimento das ordens judiciais. Além dos bens, foram apreendidos R$ 120 mil em espécie e cheques que ainda serão contabilizados pela corporação.

Conforme a corporação, os investigados foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção.

Investigação

De acordo com o delegado Charles Lemes, responsável pelas investigações, dois dos presos nessa quinta mantiveram contato telefônico com alvos da operação Cash Delivery na data do cumprimento dos mandados da operação, em setembro deste ano.

“Vamos apurar a suspeita de lavagem de dinheiro, que está bem caracterizada, bem como para que este dinheiro seria utilizado, se era para enriquecimento pessoal e para que eles levassem uma vida de luxo ou se, assim como na Cash Delivery, eram destinados a campanhas eleitorais. Nada está descartado”, disse o delegado”, afirmou.


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