Policiais entram em carro em chamas e salvam três pessoas

Policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar salvaram três pessoas que estavam presas em um Honda Civic em chamas no início da madrugada desta sexta-feira (23), na Avenida Tenente Coronel Duarte, em frente ao Shopping Popular, em Cuiabá.

A equipe estava retornando para o batalhão, por volta de 0h50, quando viu o Civic preto capotado e pegando fogo, com três pessoas ainda dentro do veículo e duas do lado de fora gritando por socorro.

Os militares pararam a viatura imediatamente e, com muita dificuldade devido à proporção do fogo, que já estava alastrado, conseguiram retirar as três vítimas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados e socorreram os jovens e apagaram o incêndio.

FONTE- METROPOLES LIVRE- POR KARINA CABRAL

Homem que matou filha de 7 meses mandou áudio para ex antes do crime

O homem de 26 anos que foi preso no último domingo (11/08/2019), Dia dos Pais, após matar a filha, de apenas 7 meses, mandou mensagens de voz para a ex-mulher, mãe da vítima, antes de cometer o assassinato. No diálogo, o suspeito, identificado como Diogo Morais Justino, premeditou o crime.

Separados recentemente, o casal não mantinha contato. Contudo, a mulher havia autorizado que a filha passasse o fim de semana com o pai.

A conversa, disponibilizada pela família da mulher, mostra que Diogo alertou-a, por um aplicativo de mensagens, que ela ia “se arrepender”. Em seguida, pediu desculpas pelo crime e se despediu.

“Falei que você ia se arrepender pro resto da sua vida. Eu avisei. Amo muito a minha filha e não quero viver sem ela”, diz o suspeito em um dos áudios.

Caso
Diogo matou a filha de 7 meses com uma chave de fenda e, depois, tentou tirar a própria vida. O caso aconteceu em uma chácara em Sapezal, que fica a 520 km de Cuiabá. Os policiais foram acionados e, ao chegar ao local indicado na denúncia, encontraram a bebê com uma perfuração no tórax.

Após matar a menina, o homem colocou a ferramenta no próprio peito e tentou pressionar contra a parede, mas não conseguiu tirar sua própria vida, ficando apenas ferido.

O suspeito foi encontrado deitado, com a filha já sem vida em seus braços. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital. Após ser liberado, foi encaminhado à Delegacia de Sapezal e preso em flagrante.

FONTE METROPOLES- POR THAYNA SCHUQUEL

Acidente entre moto e carro deixa dois mortos no interior de MT

Dois jovens – identificados como Luciano Pimenta Xavier e Alexandra Cardoso de Souza, ambos de 19 anos – morreram em um acidente envolvendo uma moto e um carro na noite de domingo (11), na MT-338, em Novo Horizonte do Norte (671 km de Cuiabá).

Segundo apurou a reportagem, as vítimas estavam na moto e foram atingidas por um Fiat Tempra.

Testemunhas relataram que o motorista do Tempra, de 49 anos, teria tentado ultrapassar um caminhão e acabou atingindo o casal.

Os jovens morreram na hora e ainda tiveram parte dos membros inferiores decepados.

Já o motorista do veículo foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhado para um hospital em Cuiabá com um grave ferimento no olho.

Os outros dois passageiros do carro tiveram ferimentos leves e foram levados para o Hospital Municipal de Juara.

A Polícia Civil investiga o caso.

FONTE- G1

Mãe flagra sobrinho adolescente abusando de filho de quatro anos

A mãe de um menino de quatro anos procurou a polícia nessa segunda-feira (5) depois de encontrar o sobrinho abusando sexualmente de seu filho.

O adolescente de 13 anos e a vítima estavam no banheiro da casa da mulher, no Bairro São João Del Rey, em Cuiabá.

Na delegacia, a mãe contou que flagrou os dois trancados no banheiro e que, quando bateu na porta, o sobrinho – filho de seu irmão – abriu. O menino de quatro anos saiu com as calças abaixadas.

Preocupada com a cena e já entendendo que se tratava de um abuso sexual, a mãe foi perguntar para o filho se isso já tinha acontecido outras vezes. A criança afirmou que sim, citando pelo menos outras cinco ocasiões. Os abusos ocorriam no corredor da casa e em um quartinho desativado.

A princípio, a mãe ficou receosa de denunciar o sobrinho por se tratar de um caso que envolveria toda a família. Porém, horas depois, chegou à conclusão que o fato era muito grave e, por isso, procurou a polícia.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável e será investigado pela Polícia Judiciária Civil.

FONTE- METROPOLES – POR Karina Cabral

Mulher morre em hospital de Cuiabá após passar por cirurgia plástica e sofrer complicações

Uma mulher de 36 anos morreu em um hospital de Cuiabá depois de passar por uma cirurgia plástica no Hospital Sotrauma e sofrer complicações. A morte, segundo a Polícia Civil, foi registrada no sábado (27), cerca de 20 dias após o procedimento estético. A vítima foi identificada como Shimene Aparecida Oliveira Souza.

Em nota, o hospital confirmou a morte da paciente e informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para investigação.

O procedimento estético feito pela paciente não foi divulgado.

A paciente deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do mesmo hospital em que fez a cirurgia na sexta-feira (26). Segundo os médicos, ela tinha insuficiência respiratória aguda e foi internada para tratamento de pneumonia e derrame pleural (água no pulmão).

Shimene morreu um dia depois de dar entrada na unidade.

À polícia, o marido da vítima contou que ela reclamou de dor nas costas logo que chegou em casa após ter alta.

Em consulta médica, o profissional diz ter identificado uma pneumonia, receitou antibióticos e a liberou.

Mesmo com o tratamento, Shimene continuou sentido dores e procurou uma UPA. Na unidade, ela foi diagnosticada com água nos pulmões. Sob orientação do profissional, a paciente foi levada novamente para o hospital responsável pela cirurgia.

Segundo o boletim de ocorrência, “somente após insistirem muito no hospital onde ela havia sido operada é que ela foi internada”.

FONTE- G1

Adolescente pega o volante, capota carro e a mãe dele acaba morrendo

A imprudência no trânsito fez mais uma vítima fatal na rodovia MT-010, na tarde desta segunda-feira (22). Eliege Santos, de 38 anos, morreu após um grave acidente provocado por seu filho adolescente, de 14 anos, que – segundo investigações preliminares – pegou o volante do carro a pedido do cunhado.

Outras quatro pessoas ficaram feridas no acidente. A família viajava em um trecho da rodovia que liga uma destilaria de álcool à cidade de São José do Rio Claro (300 Km de Cuiabá).

O carro dirigido pelo adolescente, um Chevrolet Classic, saiu da pista e capotou inúmeras vezes. Próximo ao ponto do acidente existem buracos na via. As suspeitas são de que o adolescente tenha tentado desviar dos buracos e perdeu o controle do veículo.

O Corpo de Bombeiros de Nova Mutum (240 Km de Cuiabá) chegou a ser acionado, mas a mulher morreu ainda no local e as outras vítimas já haviam sido encaminhadas para um hospital de São José do Rio Claro.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve na rodovia. O corpo de Eliege foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino (180 Km de Cuiabá). As causas do acidente são investigadas pela Polícia Civil.

FONTE- METROPOLES

Carro capota, pega fogo e motorista e passageiros “somem”

Um veículo GM Prisma foi encontrado abandonado e em chamas na noite dessa segunda-feira (22) no KM.605 da BR-163, trecho em Nova Mutum (240 km de Cuiabá).

Segundo informações da Rota do Oeste, concessionária que administra o trecho da rodovia, o Prisma seguia no sentido Norte do Brasil quando o motorista perdeu o controle, saiu da pista, capotou e pegou fogo.

O carro tem placas de Nova Mutum. Quando a equipe da concessionária chegou ao local, nenhum ocupante foi encontrado, nem mesmo o motorista, apenas o carro em chamas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, conteve o incêndio e a pista não precisou ser interditada. Imagens divulgas pelo site Power Mix mostram que o carro foi completamente consumido pelo fogo (veja abaixo). Até o momento o proprietário do veículo não foi localizado.

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FONTE- METROPOLES

Caminhoneiro mata colega por lugar na fila de abastecimento

Um caminhoneiro de 70 anos matou a tiros um colega de profissão, de 47 anos, em posto de combustíveis na zona rural de Matupá (680 km de Cuiabá). O crime teria sido motivado pela disputa por uma vaga de abastecimento.

O crime ocorreu às margens da BR 163, por volta das 7h de sábado (20).

Policiais da 2ª Companhia de Polícia Militar de Matupá foram chamados para atender a ocorrência. No posto, encontraram o caminhão do suspeito.

Dentro do veículo havia um revólver calibre 32, com cinco munições deflagradas e uma intacta, possivelmente a arma utilizada no crime.

O assassino acabou sendo encontrado em uma área de mata fechada, localizada atrás do posto.

O caminhoneiro confessou ter matado o colega, argumentando que havia sido agredido com socos e uma barra de ferro. Ele disse não lembrar de ter acertado o primeiro tiro, mas que como a vítima ainda reagia, fez mais disparos.

No caminhão da vítima foram encontrados comprimidos de substâncias análogas à anfetamina (rebite).

O homem que atirou dirigia uma carreta bitrem e trabalhava para uma transportadora. Ele deve responder por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

FONTE – METROPOLES

Depois de estuprada e asfixiada por vizinho, criança tem convulsão e morre

Uma menina de apenas oito anos morreu na tarde dessa quinta-feira (18) depois de ser estuprada e asfixiada por um vizinho de 20 anos. O caso aconteceu no Bairro São José, em Sorriso (400 km de Cuiabá). As informações são do jornal O Livre.

Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo pai da vítima, que é separado da mãe, com quem a menina mora, a criança sofreu uma convulsão na tarde dessa quinta-feira e foi levada pelos pais às pressas para o Hospital Regional de Sorriso.

Ela chegou ao hospital enrolada em um cobertor, “fria, com cianose central, resíduos de sangue nos lábios, hiperemia de conjuntivas, não havia restos alimentares em vias aéreas na hora da intubação e com rigidez de articulações”, diz trecho do boletim.

Na unidade hospitalar, os médicos fizeram manobras de ressuscitação por 45 minutos, sem nenhum indício de resposta, e a menina acabou morrendo.

O médico responsável pelo atendimento pediu que fosse feita a necropsia para ser descoberta a causa da morte.

Por volta das 23h30 dessa quinta-feira (18), o médico legista entrou em contato com o delegado informando que a menina apresentava sinais de abuso sexual e indícios de morte violenta.

Investigadores da Polícia Judiciária Civil de Sorriso, então, foram até o bairro da família e começaram a ouvir familiares e vizinhos, encontrando contradições nas declarações de alguns jovens, vizinhos da frente da casa da vítima.

Entre as contradições, um jovem de 20 anos disse que tinha ido dormir por volta das 20 horas da quarta-feira (17) e não tinha mais saído de casa. Um amigo que divide o quarto com ele, porém, afirmou que os dois tinham ficado bebendo catuaba durante a noite e, por volta de 1 hora da madrugada, o jovem de 20 anos havia saído de casa e retornado quase às 2 horas.

Todos os jovens e adolescentes moradores da casa foram levados para a delegacia, onde foram questionados pela Polícia Civil. O jovem de 20 anos, então, resolveu confessar o crime.

Ele afirmou que durante a madrugada dessa quinta-feira (18), após consumir bebidas alcoólicas e drogas, aproveitou que a vizinha de oito anos estava sozinha, foi até a casa dela e, enquanto ela dormia, a asfixiou e abusou sexualmente dela.

Conforme o boletim de ocorrência, durante o ato o rapaz percebeu que a menina não respirava mais. Então a vestiu novamente e fugiu para a casa dele.

Diante da confissão, o suspeito foi preso em flagrante, interrogado e será indiciado por estupro de vulnerável e homicídio doloso, quando há intenção de matar.

FONTE- REGIONAL.PRESS

Criança de seis anos era estuprada pelos pais e por quatro vizinhos

Seis pessoas foram presas nessa terça-feira (25) acusadas de abusar sexualmente de uma menina de apenas seis anos. Os acusados são o pai, a mãe e quatro vizinhos da família, moradora da cidade de Carlinda (750 km de Cuiabá).

As investigações sobre o caso tiveram início em abril deste ano, quando a menina revelou na escola que sofria abusos de pessoas de seu convívio familiar. O Conselho Tutelar e a Polícia Judiciária Civil foram acionados.

Conforme a Polícia Civil, professores da menina, conselheiros tutelares que atenderam o caso, parentes e outras testemunhas foram ouvidas pelo delegado Vinícius de Assis Nazário, responsável pela investigação do caso.

Com os depoimentos, e visando à proteção da menina, que estava em uma situação de risco, o delegado Vinícius Nazário pediu ao poder Judiciário a oitiva especial, que permite que uma criança, ou adolescente, sejam ouvidos em depoimento para garantia de seus direitos, ou como testemunha de violência.

Durante a oitiva especial, a menina revelou que o pai a colocava para assistir vídeos pornográficos e contou detalhes de como eram os abusos sexuais praticados pelo pai e pelos vizinhos que moravam ao lado de sua casa. Todos os suspeitos também foram ouvidos.

Ela chegou a tentar pedir socorro para a mãe, contando sobre os abusos. Porém, ao invés de ajudá-la, a mãe passou a ameaçá-la, dizendo que se ela continuasse a falar sobre o assunto o pai seria preso e, consequentemente, a criança apanharia muito.


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“Os indícios apontam que a mãe da vítima vinha coagindo a filha, tentando convencer a menina a não dizer a verdade em juízo. A criança chegou a revelar que os pais prometeram dar um pastel caso ela mentisse sobre os fatos”, lamentou o delegado.

Nessa terça-feira (25), a Justiça decretou as prisões temporárias dos seis acusados. A princípio, os seis ficarão presos por 30 dias, prazo que será utilizado pela Polícia Civil para dar continuidade nas investigações. Os envolvidos e as testemunhas serão ouvidos novamente e, segundo a PJC, o inquérito será concluído com a natureza de estupro de vulnerável.

FONTE- METROPOLES

Acusado de estuprar netas é amarrado e tem os testículos cortados

Um homem de 49 anos, acusado de estuprar as netas de cinco e seis anos em 2016, teve os testículos cortados na noite do último sábado (22) em um sítio em Itanhangá (490 km de Cuiabá).

Conforme o boletim de ocorrência, o homem relatou que estava em sua casa com sua esposa e filhoo quando, por volta das 18h30, dois homens encapuzados invadiram o local, o levaram para fora, amarraram suas mãos e pés e cortaram os testículos dele.

Os agressores ainda teriam levado o celular da esposa da vítima, que só procurou um Posto de Saúde na manhã do outro dia, temendo acabar preso pela acusação de estupro, confirmada ao LIVRE pela Polícia Judiciária Civil.

Na unidade hospitalar, a equipe médica acionou a Polícia Militar, por volta das 10h30, informando que um homem com ferimento de arma branca havia dado entrada no hospital.

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Os ferimentos teriam sido causados, segundo o site local Ita Notícias, porque os agressores queriam “castrar” o suspeito. Eles teriam inclusive perguntado à esposa se ela estava ciente do que ele teria feito em 2016, com as próprias netas.

Segundo a denúncia, ele teria estuprado as netas de cinco e seis anos em um assentamento em Nova Maringá (370 km de Cuiabá) e foi denunciado pela própria esposa e pela filha dele, mãe das vítimas.

Os abusos aconteceriam quando o avô ficava sozinho com as crianças e também durante a noite, quando todos na casa dormiam. Porém, durante as investigações o homem fugiu e acabou não sendo preso.

FONTE- METROPOLES

A tocante história da enfermeira que adotou garoto com paralisia cerebral abandonado pelos pais

A cortina ilustrada por pequenos ursos está aberta e ilumina o quarto na residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). O sol clareia o cômodo repleto de aparelhos hospitalares que mantêm a vida de Ronei Gustavo Pires, de 12 anos.

O garoto passa o dia deitado na cama. Um artesanato, pendurado na porta do lugar, avisa: “aqui dorme um príncipe”.

Por meio do olhar, a sua única forma de comunicação com o mundo, Ronei assiste atento a cada movimentação no quarto. A rotina dele é acompanhada 24 horas por dia pela mãe, a enfermeira Solange Maria Pires, de 56 anos.

Há uma década, eles se encontraram pela primeira vez. O amor que ela que sentiu pelo garoto fez com que o adotasse. A decisão mudou completamente o futuro dos dois.

Ronei nasceu com agenesia do corpo caloso, uma má-formação congênita na qual a criança não possui a estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais. Ele também tem neuropatia crônica, possivelmente causada pela falha na formação do cérebro, que atinge o sistema nervoso e afeta o desenvolvimento de funções como a postura e os movimentos.

Desde recém-nascido, o garoto tem um quadro grave de convulsões, que pode ter sido causado pela neuropatia. Aos oito meses de vida, enquanto era amamentado, ele teve um episódio de broncoaspiração – quando alimentos ou líquidos são aspirados pelas vias aéreas – e a família biológica, segundo Solange, demorou para buscar ajuda médica.

O fato prejudicou ainda mais a saúde de Ronei. Com pouco mais de um ano, ele foi diagnosticado com paralisia cerebral e passou a viver em estado vegetativo.

Os problemas de saúde fizeram com que o garoto, que nasceu em Cuiabá, fosse abandonado pelos pais biológicos antes de completar um ano. Quando Solange o conheceu, ele vivia em um lar para crianças e adolescentes aptos à adoção, na capital mato-grossense.

Solange, que é divorciada, morava sozinha quando decidiu adotar a criança. Os outros dois filhos dela, hoje com 33 e 37 anos, eram casados e haviam se mudado da casa da mãe. Com a adoção do caçula, a enfermeira passou a dedicar grande parte da vida aos cuidados com o garoto.

“Eu sinto o mesmo amor pelos meus três filhos. Mas sei que me dedico mais ao Ronei do que me dediquei aos outros dois, porque eles sempre foram saudáveis, se desenvolveram normalmente e foram saindo das minhas asas. Já o Ronei, sei que vai estar sempre aqui e sempre vai precisar dos meus cuidados”, diz Solange à BBC News Brasil.

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A decisão de adotar o garoto que vive em estado vegetativo causou espanto entre alguns conhecidos da enfermeira. “Algumas pessoas me desaconselharam, me disseram para viver uma fase mais tranquila, pois meus filhos já estavam criados. Mas eu não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari”, declara.

No Brasil, encontrar pais para crianças com alguma doença ou deficiência é uma difícil missão. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, há 46,1 mil pretendentes à adoção. Destes, apenas 4.623, pouco mais de 10% do total, aceitam crianças com deficiência física ou mental.

Ainda de acordo com dados do CNA, conforme levantamento acessado nesta semana, há 9.550 crianças e adolescentes aptos para adoção. Deste total, 2.452 possuem problemas de saúde.

O encontro de mãe e filho

As internações de Ronei eram constantes desde o nascimento dele, em cinco de maio de 2007. Depois da piora do quadro de saúde do jovem, após a broncoaspiração, o garoto foi levado a um lar para crianças, após pedido da equipe médica que o atendia, pois os profissionais consideraram que ele não recebia os cuidados adequados da família biológica.

O garoto passou semanas no lar, mas os problemas de saúde pioraram. Ele teve infecção e foi encaminhado novamente ao hospital, onde passou meses internado. A Justiça de Mato Grosso acolheu pedido do Ministério Público e determinou que o Estado custeasse serviços de home care – internação domiciliar – para a criança.

Era fim de 2008. Solange trabalhava como enfermeira em uma empresa que prestava serviços de home care. Junto com uma equipe, foi em busca de Ronei, após a decisão judicial que permitiu ao garoto o direito à internação domiciliar.

'Não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari', diz Solange — Foto: Emanoele Daiane

‘Não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari’, diz Solange — Foto: Emanoele Daiane

“Fui atrás dele na casa dos pais biológicos e da avó, mas ele não estava. Me disseram que ele estava no Lar da Criança. Depois, descobri que ele estava internado no Pronto-Socorro de Cuiabá”, diz. Os pais biológicos, segundo a enfermeira, haviam visitado o garoto poucas vezes no hospital.

Após Ronei receber alta médica, a Justiça determinou que o Estado pagasse uma casa para a família biológica morar com ele, pois a residência dos pais era precária e não tinha condições para receber a home care. “A expectativa era de que os familiares se reaproximassem do Ronei e ajudassem o tratamento dele, caso fossem para um novo lar”, conta a enfermeira.

Ronei passou mal novamente, semanas depois de receber alta, e foi levado ao Pronto-Socorro, após diversas convulsões. Em estado grave, foi encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O garoto deixou de respirar espontaneamente e passou a necessitar do aparelho de ventilação mecânica.

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Dias após a internação, a Justiça determinou que ele saísse do hospital em 24 horas e fosse colocado em uma home care.

O garoto não tinha lugar para ser levado com a internação domiciliar. Não havia uma definição sobre a casa que poderia ser concedida para a família dele. No lar de crianças, seriam necessárias adaptações para receber os equipamentos. Ronei, então, foi levado para um quarto vazio na sede da empresa de home care. O cômodo foi adaptado e os aparelhos hospitalares foram instalados no local.

“A gente acreditava que ele passaria semanas no quarto da empresa, a família se reestrutaria, conseguiria a casa e tudo daria certo”, conta Solange.

A família do garoto foi informada sobre a situação dele. Porém, segundo a enfermeira, os pais o visitaram apenas duas vezes na empresa.

“Foram visitas rápidas, que não duraram 15 minutos”, relata Solange.

Após Ronei passar três meses no quarto, a dona da empresa informou que ele não poderia permanecer no quarto por mais tempo. “Eles não poderiam ficar tantos meses assim com uma criança, porque ali era uma empresa”, relembra.

Quando percebeu a incerteza sobre o futuro do garoto, na época com quase dois anos, Solange decidiu levá-lo para casa. “Falei que pediria a guarda dele na Justiça e que cuidaria dele, até resolver a questão com a família.”

A Justiça concedeu a guarda provisória de Ronei para a enfermeira. Ela adaptou o quarto da filha, que havia se casado poucos meses antes, para receber o garoto e os equipamentos da internação domiciliar – como um tubo de oxigênio e um aparelho de ventilação mecânica.

Solange, que tinha dois empregos, teve de deixar a função na empresa de home care, para se dedicar aos cuidados com a criança. Ela continua trabalhando em um hospital de Cuiabá.

A guarda do garoto

Por um ano, Ronei viveu de modo provisório na casa de Solange. No período, os pais do garoto o procuraram apenas uma vez.

“Eles foram na empresa de home care, para saber da casa que a Justiça tinha determinado que conseguissem. Eles foram informados que o filho estava com uma família, mas nunca me procuraram”, conta.

Os pais não conseguiram a residência, pois não eram mais os responsáveis pela criança.

Solange tem casa própria e não precisou do benefício que havia sido oferecido aos pais biológicos do garoto.

“Essa residência, que havia sido determinada pela Justiça, é para as pessoas que não estão em um lugar com condições adequadas para a internação domiciliar”, ressalta a enfermeira.

A última vez em que Solange viu os pais biológicos de Ronei foi no início de 2010, no Fórum de Cuiabá.

“A juíza me convocou e pensei que os pais queriam a guarda dele. Eu disse a ela que, caso eles quisessem de volta, seria um direito deles. Mesmo que isso me entristecesse, não poderia fazer nada.”

“Mas a juíza me disse que os pais falaram que não tinham condições psicológicas, nem financeiras, para ficar com o Ronei. Eles abriram mão do filho, disseram que eu poderia criá-lo”, conta.

A magistrada explicou a Solange que ela não era obrigada a continuar com o garoto, caso não quisesse. Se a enfermeira não criasse Ronei, ele seria levado a um lar para crianças aptas à adoção.

“Não tive dúvidas, disse que o Ronei era meu filho e que ficaria com ele”, diz Solange.

“A juíza me perguntou duas vezes, porque queria que eu tivesse certeza da responsabilidade que teria pela frente. Novamente, disse que era aquilo que eu queria. Não iria abrir mão do meu filho”, relata a enfermeira, que recebeu apoio dos dois filhos.

A decisão da mãe de Ronei comoveu a magistrada. “A juíza me disse que nunca tinha chorado, mas chorou naquele momento, porque ficou comovida com o meu caso.”

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Solange passou pelos procedimentos necessários para conseguir a guarda definitiva de Ronei – como análise da residência por assistentes sociais e uma entrevista na qual detalhou sobre a sua rotina. Menos de um mês depois, obteve a guarda definitiva do filho.

Os procedimentos para adoção de crianças com deficiência ou doença crônica são mais rápidos que os demais. Em 2014, a prioridade a esses processos foi estabelecida em texto acrescido à legislação. Anteriormente, tais casos já eram tidos como prioritários e tinham mais rapidez, por serem considerados incomuns.

“Essa distinção [nos processos] é fundamental para incentivar as adoções envolvendo essas crianças. Isso porque ainda há bastante resistência de famílias inscritas em cadastro nacional para aceitar crianças com deficiência ou doença crônica”, explica a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões.

Segundo a advogada, o baixo número de interessados em crianças com deficiência ou doença crônica ocorre em razão da complexidade que envolve os cuidados com elas. “Isso acaba por suscitar insegurança sobre como essa dificuldade poderá interferir, modificar ou repercutir em suas vidas.”

“Por isso é importante sempre lembrar que a geração de um filho, que acontece também na adoção, envolve sempre uma experiência de renovação e aceitação”, acrescenta.

‘Eu sou a mãe dele’

Grande parte da vida de Ronei se resume à cama do quarto. Ele recebe ajuda profissional durante todo o dia. A cada 12 horas, um novo técnico de enfermagem chega para acompanhar o garoto – serviço incluído na home care. Solange trabalha em um hospital no período da manhã e, por meio do celular, fica atenta a tudo o que acontece com o filho. “O tempo todo pergunto como ele está ou peço para mandarem fotos. É uma preocupação constante”, diz.

Quando não está no trabalho, a enfermeira tenta se distanciar de Ronei o mínimo possível.

“Se eu saio, tento voltar rápido. Nas vezes em que viajei, tive que comprar passagens perto da data, porque se ele não estiver bem, não viajo. E não posso ficar dias longe”, comenta.

Diariamente, Ronei toma seis anticonvulsivos. Ele se alimenta por meio de uma sonda. Uma vez por semana, o garoto, que nunca andou ou falou, passa por acompanhamento com fonoaudiólogo e com fisioterapeuta – serviços incluídos na home care para auxiliar no desenvolvimento dele.

Todos os meses, Solange recebe um salário mínimo, referente a um benefício do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), para ajudar nos cuidados com o filho. Por meio do auxílio, ela busca ajuda médica.

“Gasto boa parte desse dinheiro com consultas para ele, porque tive de cortar o nosso plano de saúde, pois ficou muito caro. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde), as consultas demoram muito. Então, acabo tendo de recorrer aos particulares.”

Apesar da ajuda profissional, Ronei tem ficado mais debilitado com o passar dos anos. “Ele está regredindo e atrofiando. As mãos e os pés dele tinham mais força antes, mas agora está mais fraco. Infelizmente, não há muito o que ser feito no caso dele”, lamenta a mãe.

O neuropediatra Marcos Escobar explica que a neuropatia, como no caso que acomete Ronei, costuma apresentar sintomas que pioram com o passar dos anos.

“Muitas vezes, pelo fato de o paciente não conseguir se movimentar bem e por seus músculos ficarem tensos, os tendões se retraem e encurtam. A longo prazo, os ossos e as articulações podem se deformar”, diz o especialista, que ressalta que não há cura para a enfermidade.

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A falta de esperanças para o futuro do garoto entristece a mãe. Apesar disso, a enfermeira afirma que não se arrepende de ter passado grande parte da última década se dedicando aos cuidados com Ronei. “Parei muita coisa por ele. Mas é normal uma mãe fazer isso por um filho.”

“Uma médica me disse que ele viveria somente até os oito anos, mas ele está aqui comigo até hoje. Acho que o que mantém vivo é o amor que ele recebe”, diz.

O principal desejo de Solange para o futuro do filho caçula é que ele tenha qualidade de vida. “Peço a Deus que se for para levar o Ronei, que não seja nada doloroso. Não quero que ele sofra em um hospital.”

“Também peço a Deus para que eu não morra enquanto o Ronei estiver aqui. Por que quem vai cuidar dele do jeito que cuido? Quem vai dar toda a atenção? Espero que Deus me atenda. Depois que ele partir, posso ir sossegada. Mas antes, preciso continuar por aqui.”

O garoto, que pouco conhece sobre o mundo fora do quarto, acompanha com olhos atentos cada declaração da mãe. “Não sabemos até que ponto ele nos entende, por causa das lesões no cérebro”, explica Solange, enquanto segura a mão esquerda do filho.

FONTE- G1

Mãe instala câmeras em casa e flagra marido estuprando a filha dela

“Ela que me procurou”, essa foi a justificativa utilizada por um homem de 35 anos após ser preso nessa segunda-feira (17) ao ser denunciado pela própria esposa por estuprar a filha dela, de quatro anos, em Sinop (500 km de Cuiabá).

As suspeitas surgiram quando a menina se queixou para a mãe de dores em seu órgão genital. Ao verificar a região, a mãe percebeu uma forte vermelhidão.

Conforme o boletim de ocorrência, desconfiada do marido, a mulher conversou com a filha de uma vizinha e pediu que a menina falasse com a filha dela, que contou sobre os abusos. Depois, a própria criança disse à mãe que o padrasto mostrava o órgão genital para ela e a fazia pegar, tirava a roupa dela e tocava em suas partes íntimas.

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Para provar a situação, a mãe instalou câmeras de segurança no quarto da filha e flagrou o marido abusando da menina. Em choque, ela procurou a delegacia, denunciou o marido e o delegado pediu a prisão do suspeito.

O acusado foi preso no trabalho nessa segunda-feira (17) e, a princípio, negou ter abusado da criança. Depois, ao ver as imagens, ele tentou se justificar colocando a culpa na criança, alegando que a menina de quatro anos o teria procurado. O suspeito será indiciado por estupro de vulnerável.

FONTE- METROPOLES

Casal é surpreendido na cama e homem é morto a facadas ao lado da companheira

Um homem de 50 anos foi assassinado na madrugada desta terça-feira (28) dentro de sua própria casa, no Bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), enquanto estava deitado ao lado da companheira, que assistiu ao crime sem poder fazer nada.

O caso aconteceu por volta de 1 hora da madrugada. Conforme o boletim de ocorrência, o casal estava deitado quando dois homens – um encapuzado e um já identificado – entraram na casa e começaram a golpear a vítima.

A mulher assistiu toda cena e nada pôde fazer. Depois do crime, os suspeitos fugiram a pé e não foram mais vistos.

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A companheira da vítima acionou a Polícia Militar, que já encontrou o homem sem vida. Foi ela quem contou à polícia como o crime aconteceu. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou a morte do homem por golpes de faca no tórax, ombro e nuca.

Em seguida equipes da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local e iniciaram a coleta de dados para investigar o caso.

Até o registro da ocorrência, o suspeito encapuzado ainda não havia sido identificado e nenhum dos dois havia sido preso.

FONTE- METROPOLIS