Acusado de matar e acorrentar mulher que o ensinava a ler fala sobre crime: ‘Estava com a cabeça doida’

O idoso Francisco Lopes Ferreira, de 65 anos, acusado de matar a missionária Simone Facini Lopes em 2017, detalhou sobre como assassinou a mulher durante seu depoimento na tarde desta terça-feira (11) no Tribunal do Júri, realizado no Fórum de São José do Rio Preto (SP).

Réu Francisco Lopes chega para o júri popular no fórum de Rio Preto — Foto: Renato Pavarino/G1

Francisco alegou para a juíza Gláucia Vespoli que não estuprou Simone, mas confessa que a matou com golpes de marreta.

“Eu peguei a marreta e bati na cabeça dela no quarto. Ela estava na cadeira assistindo televisão. Dei três marretadas nela. Depois da primeira marretada, não disse mais nada. Eu acorrentei ela na cama. Eu estava com a cabeça doida. Pensei que ela não tivesse morrido”, afirma.

O réu contou também que conhecia Simone há três anos e disse que ela ia na chácara onde ele morava para passear e ajudá-lo, como lavar a roupa e levar comida. Simone também ensinava Francisco a ler e a escrever.

https://www.sexshopamorefantasia.com.br/

“No domingo (dia do crime), estávamos conversando e ela falou que não ia vir mais e acabou acontecendo isso. Simplesmente ela falou que não ia mais. Eu tive um problema na minha cabeça e acabou acontecendo isso”, afirmou no depoimento.

Idoso acusado de acorrentar e matar a marretadas missionária vai a júriTEM Notícias 1ª Edição – Rio Preto/Araçatuba00:00/04:35

Idoso acusado de acorrentar e matar a marretadas missionária vai a júri

Idoso acusado de acorrentar e matar a marretadas missionária vai a júri

Francisco também conta que no domingo disse que Simone chegou na chácara às 8h. Uma amiga e o marido dela, segundo o réu, não gostavam que a vítima fosse ao local e pediam para ela parar.

“Eu percebi que não ia dar certo. Uma amiga não queria que ela fosse lá e o marido também. Tinha dias que ela ficava até meia noite comigo”.

Tribunal está lotado no fórum de Rio Preto — Foto: Renato Pavarino/G1

Tribunal está lotado no fórum de Rio Preto — Foto: Renato Pavarino/G1

Júri

O julgamento começou por volta das 13h30 e deve demorar cerca de oito horas. O corpo da vítima foi encontrado seminu no dia 12 de março de 2017 em uma chácara do município.

Francisco foi preso oito dias depois escondido em uma mata, atrás de uma empresa no bairro Gonzaga de Campos. Ele permanece cumprindo pena desde a época do homicídio.

De acordo com a Polícia Civil, após cumprir pena por crimes sexuais cometidos em outras cidades, Francisco se mudou para Rio Preto e passou a frequentar a igreja evangélica da vítima.

Suspeito de matar Simone é colocado em maca em Rio Preto; ele foi encontrado em uma mata — Foto: Arquivo Pessoal/Arquivo

Suspeito de matar Simone é colocado em maca em Rio Preto; ele foi encontrado em uma mata — Foto: Arquivo Pessoal/Arquivo

O promotor do caso, Marcos Antonio Lelis Moreira, disse que o crime é repugnante e espera que o réu pegue mais de 25 anos de prisão.

Por missão religiosa, Simone começou a visitar o acusado para alfabetizá-lo por meio da bíblia, mas Francisco acabou se apaixonando por ela. A polícia encontrou uma foto da vítima em que o acusado escreveu que a amava.

Quando Simone disse que não ia mais visitá-lo, ele a matou. Ainda segundo a corporação, desesperado pelo fato de a jovem ir embora e não retornar mais, Francisco a amarrou na cama, a enforcou e ainda bateu na cabeça dela usando uma marreta.

https://www.sexshopamorefantasia.com.br/

O promotor do caso, Marcos Antonio Lelis Moreira, disse que o crime é repugnante e espera que o réu pegue mais de 25 anos de prisão.

“Um delito que causou repugnância na comunidade pela circunstância que foi cometido. Uma jovem, missionária, religiosa, em busca de amor ao próximo e recebe como resposta um ato dessa ordem”, afirma o promotor.

Simone foi encontrada morta e acorrentada à cama — Foto: Reprodução/Facebook

Simone foi encontrada morta e acorrentada à cama — Foto: Reprodução/Facebook

Antes de entrar para o júri, o advogado de defesa disse ao G1 nesta terça-feira que o acusado teria problemas psicológicos e vai trabalhar para diminuir a pena.

“Ele é reincidente, já cometeu um crime parecido. Há indícios que ele tem um rebaixamento mental, por isso, a defesa pediu o exame de sanidade mental. A Justiça negou, entramos com recurso e eles negaram. Mas vamos fazer o júri. Vamos seguir essa linha e trabalhar para minimizar a pena”, afirma o advogado de defesa João Dias.

FONTE- G1

IB TV Notícias

Fique bem Informados com a IB TV Notícias

COMENTE

%d blogueiros gostam disto: